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domingo, 22 de janeiro de 2017

Em busca do belo pinhão!


Estamos a poucos dias de um evento muito importante na região de Sicó, ou seja a Feira dos Pinhões. Dias 28 e 29 de Janeiro serão portanto mais uma boa altura para visitar a região de Sicó e a bela Feira dos Pinhões, em Ansião. A vinda de um canal de televisão, no segundo dia do certame, trará consigo milhares de pessoas e um movimento de divisas considerável, muito bem vindo por estas paragens. O espaço do evento é demasiado pequeno para um elevadíssimo número de pessoas, portanto aproveitem e venham também no sábado, fazendo umas compras no dia do mercado de Ansião e conhecendo o que de melhor esta região pode ter em termos de produtos produzidos localmente. E já agora, conheçam o nosso património!
O marketing territorial ainda não é o melhor, na medida em que, por exemplo, se formos ver o site da Câmara Municipal de Ansião, concretamente o link final da notícia respectiva, em vez da foto do belo pinhão, surge a foto do palco onde irão actuar vários artistas e onde o canal de TV irá fazer parte da sua emissão. Inevitavelmente o pessoal que estará a ver a TV será bombardeado com um número de telefone, com o intuito de telefonar e, assim, ganhar um prémio. É a parte chata e que me irrita profundamente... 
Pormenores à parte, esta é uma feira que ganhou protagonismo nos últimos anos, mérito obviamente da Câmara Municipal de Ansião e, diga-se, dos empresários locais, que nos últimos anos evoluíram bastante no que concerne às boas práticas, certificação e marketing. Contados os aspectos positivos e os menos bons, dou nota positiva ao que se tem feito nos últimos anos. Contudo pode-se fazer melhor, fica a dica...
Há uns meses ouvi algo que importa aqui abordar, ou seja uma pessoa conhecida falou-me que iria plantar pinheiros mansos, precisamente aqueles dos qual saem as belas pinhas de onde se retiram os belos pinhões. Esta é uma bela notícia, que mostra que as pessoas podem começar a pensar em algo que não envolva plantar eucaliptos. E não foi a única pessoa que sei que plantou pinheiros mansos, facto que me alegra ainda mais. 
Esta é uma notícia importante, na medida que também recentemente comecei a ver no mercado pinhão chinês, mais barato mas de qualidade muito duvidosa... Sim, há que ter em conta este "pormenor", o qual se não for bem enquadrado/encaixado, pode ter consequências nefastas. Mais produtores, maior produção, preços mais apelativos ao consumidor e melhor integração na rede de valor acrescentado (ex. pastel de pinhão). A seu tempo também eu irei dar o meu contributo neste domínio... 
Há que plantar mais pinheiros mansos e cuidar dos que já temos por aqui, já que há casos onde o acto do cuidar do pinhal tem sido claramente menosprezado por parte das entidades públicas.
Resumindo, o pinhão segue um trilho que espero que continue a ser consolidado nos próximos anos. Há que delinear uma estratégia bem sustentada, que, através das suas mais variadas vertentes, consiga o objectivo fundamental que é o desenvolvimento sustentado desta bela região. Todos temos a ganhar com isso!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Temos estratégia?


Foto: Feira dos Pinhões, 2016

Foi com agrado que soube da plantação de pinheiros mansos em Ansião, mais precisamente na Quinta das lagoas. O argumento é válido, peca apenas por tardio, pois sendo o pinhão um produto de grande valor económico e com o qual se pode conseguir valor acrescentado, Ansião já deveria ter, na prática, uma verdadeira estratégia para o pinhão. Estamos pelo menos 2 décadas atrasados neste domínio. E só daqui a umas décadas é que vamos ter pinhão a sair daquele local, mas afinal sem plantar eles nunca poderiam surgir. Há que semear para colher.
Espero que daqui a 20 anos não surja uma ideia mirabolante para aquele local (imobiliário...) que leve ao corte da plantação agora feita. Estarei atento aos futuros autarcas...
Mas indo ao que mais interessa, importa salientar que é com o pinheiro manso, com o pinheiro, com a azinheira, carvalho cerquinho, nogueiras e outro mais que poderemos almejar o tão desejado desenvolvimento territorial. E o eucalipto? Mandem o eucalipto para um certo sítio, pois esse não é de todo desejável, dadas as imensas externalidades negativas.

Fonte. facebook do Município de Ansião

Uma das áreas onde podem ver uma grande plantação de pinheiros mansos, é na Serra da Portela (Pousaflores), de onde já se explora a pinha e o pinhão há alguns anos. Seria importante termos uma maior área de pinheiros mansos, não em plena serra, mas em áreas indicadas para o efeito (foi um enorme erro ter-se feito aquela plantação da década de 90, arrasando parte da Serra da Portela com maquinaria pesada...).
A estratégia de exploração na Serra da Portela não tem sido a melhor e só mais recentemente se tem tido mais atenção ao facto.
Cabe-nos o papel de dinamizadores territoriais, sozinhos e/ou com ajuda das entidades públicas. Cabe-nos criar formas de escoar este tipo de produtos, de forma a dinamizar também este sector. Só criando a procura se consegue dar vazão á matéria-prima. No que me toca, este ano irei iniciar oficialmente as "hostilidades" neste âmbito, pois Ansião e toda a região de Sicó merecem. É uma região fantástica que merece a nossa dedicação e o nosso investimento.
Não se retraiam, invistam e inovem, pois mais tarde conseguirão receber a vossa recompensa. Há muitas formas de o fazer, mesmo com pouco investimento. E se precisarem de ideias, eu tenho para "dar" e vender...


Foto da Serra da Portela (Pousaflores), sector da Ucha (2007)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O lado bom e o lado mau da caixa mágica: é bom, mas pode ser melhor...

É um comentário que pretende fundamentalmente promover uma reflexão sobre o poder da televisão, no bom e no mau sentido, na região de Sicó.
Eventos como a Feira dos Pinhões, em Ansião, são território prodigioso para a vinda de canais televisivos à região de Sicó. A vinda de um qualquer canal significa milhares de visitantes e, melhor, enormes dividendos para os comerciantes da região. Resumindo, é algo de indiscutivelmente muito positivo e com enorme potencial económico. Claro que em termos de marketing territorial também pode ser um enorme trunfo, caso a estratégia seja bem estruturada.
Só não aprecio o facto de as televisões acabarem por se servir destes eventos para ganhar dezenas de milhar de euros com a injecção forçada das chamadas telefónicas (facturam anualmente milhões de euros...). Para as televisões estas festas são um meio para chegar a um fim, lucro puro e duro.


Mas indo aquilo que me moveu a escrever este comentário, será que não conseguimos inovar, de forma a criar outros eventos que façam as televisões cá vir, e sem que isso passe por lhes pagar um cachet? Será que não conseguimos inovar e, assim, sermos diferentes dos outros? Claro que somos, mas para isso é preciso querer e saber trabalhar. Inovação territorial é algo que ainda não está muito em voga pela região de Sicó, mas felizmente que temos matéria-prima. Resta saber se as entidades públicas e privadas a conseguem potenciar devidamente.


Há também uma questão que tem de ser falada, ou seja o facto de neste tipo de eventos não haver virtualmente um regulamento que impeça a venda de produtos que nada têm a ver com o tradicional, confundindo-se com uma vulgar feira. Deveria haver um regulamento que impedisse algo como o que se vê na foto seguinte...


Se é um evento dedicado à tradição, porque não se favorece exclusivamente a mesma? Lembro-me há uns tempos, quando em Santiago da Guarda se organizou um evento no Castelo (Feira Quinhentista), com quase tudo devidamente enquadrado à época, inclusivamente a alimentação, lá fora estava uma roulote de kebabs a competir com o... tradicional!