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terça-feira, 14 de março de 2017

É melhor estudar-se um fóssil do que ser-se um fóssil

Eventos como este têm pouca visibilidade, contudo isso não significa que não sejam importantes, muito pelo contrário. A região de Sicó é pródiga a vários níveis, sendo que a paleontologia é apenas uma das muitas riquezas que por aqui temos. Há que divulgar e valorizar a paleontologia, já que isso poderá ser muito importante, não só para a ciência, bem como para a economia da região. Sim, os dinossauros também por aqui andaram, seja em Pombal, Alvaiázere ou outros mais...
E não se enganem, já que a paleontologia é bem divertida e o que é preciso é um bom intérprete.




Agora, e para terminar, finalizo o trocadilho que iniciei com o título do comentário. Qual preferes, ser um fóssil ou estudar um fóssil? Bem me parecia...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Voltei ao Alvorge e vi a água "límpida" do esgoto a sair para a linha de água...


Por falta de tempo, estive algumas semanas sem ir ao Alvorge, de forma a continuar a monitorização do esgoto (dreno) ilegal, mas na semana passada consegui finalmente lá ir. Na edição da primeira quinzena de Abril, da edição do Jornal Terras de Sicó, a provedora da Santa Casa da Misericórdia do Alvorge, a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava que, e passo a citar, "a água sai límpida para uma linha de água". O autarca Rui Rocha tinha a mesma postura, de negar o que estava e está à vista de todos, muito embora, e após a denúncia, afirmasse na imprensa que era um problema preocupante. O impacto mediático desta situação foi enorme, mas infelizmente, e até agora, de pouco valeu, já que, no essencial, tudo se mantém. Resta portanto continuar a dar visibilidade a esta situação e monitorizar a mesma, já que ao contrário do que a Srª provedora possa pensar, o caso não está fechado, está sim em aberto. E mais não digo... A ilegalidade é para acabar e o esgoto para ser tratado, a bem da saúde pública e da seriedade institucional.
Peço a todos que divulguem esta situação e partilhem nas redes sociais, já que, como eu bem sei, isso pode fazer toda a diferença na hora de resolver situações de todo o tipo. Esta situação é particularmente grave, daí a minha dedicação a este caso.
Finalizando, gostaria de pedir à Srª provedora Maria Luísa Ferreira que nos elucidasse sobre aquela matéria orgânica, pois concerteza ela saberá explicar o porquê do sucedido. Como boa gestora que é, de certeza nos poderá elucidar sobre os elementos poluentes ali presentes e o porquê da situação estar pior. Genericamente eu sei o que é, mas o público pode não saber...



sexta-feira, 14 de março de 2014

Algum/a biólogo/a ou Eng.º/ª Florestal ajuda a esclarecer a dúvida?


A minha primeira reacção foi mesmo a de pensar que estas lagartas seriam daquelas que andam a devastar os pinheiros (processionárias), no entanto havia algo que me intrigava, é que ali não havia pinheiros (Pinus pinaster), havia outra espécie que, pelo que li também é afectada pelas processionárias. Estas lagartas estavam no topo aplanado de uma serra calcária, onde os lapiás são donos e senhores, portanto ficou a dúvida. Que lagartas são estas, algum/a biólogo/a me consegue dizer? Será um berçário de lagartas do pinheiro?
Apesar de ter ficado com a sensação que seriam lagartas do pinheiro, a cor delas confundiu-me, já que esta não é a cor com a qual estou habituado a vê-las enquanto adultas. Numa segunda sensação, pareceu-me que seriam lagartas juvenis, daí a sua cor diferenciada daquelas que estou habituado a ver.
Não procurei muito, mas pelo menos numa extensão de algumas dezenas de metros quadrados, havia dezenas de aglomerados de lagartas como estes na fotografia. Seriam várias centenas de lagartas, quiçá milhares, daí eu ter ficado intrigado com este cenário, restando agora saber se pertencem à fauna local ou se são invasoras. Se forem locais, o que não me parece, tudo bem, agora se forem invasoras, o que me parece, então temos aqui um problema grave, muito grave. Não é novo o facto de que a região de Sicó, mais concretamente o seu pinhal, está francamente ameaçado pela lagarta dos pinheiros, tendo até já havido polémica acerca da melhor forma de combater esta ameaça. Uma Associaçao Florestal aqui da região até já se recusou a combater a lagarta do pinheiro por discordar com o modo de acção proposto pelas entidades públicas com responsabilidade na matéria, mas isso dá para um outro comentário.
Uma coisa é certa, se se confirmar que estas são lagartas do pinheiro, no próximo ano já sei onde é o berçário, sendo assim fácil ir lá e riscar do mapa alguns milhares de lagartas. Estou curioso para saber se as minhas galinhas podem comer estas lagartas, caso não possam uma bota resolve. É preocupante constatar que havendo cada vez menos pinhal, a favor do invasor e predador eucalipto, o pinheiro esteja cada vez mais ameaçado por um outro invasor. Aparece um invasor que reduz a área de pinhal, depois aparece outro e fustiga os que ainda restam, é a ironia das ironias...
Agradeço desde já quaisquer ajuda no esclarecimento desta questão!

Nota: foto datada de Fevereiro de 2014, sensivelmente no início da segunda quinzena do mesmo.

sábado, 20 de abril de 2013

Viagem ao centro da Serra: à descoberta do Soureossáurios

São muitos os que nunca ali passaram, pois afinal é uma estrada que foge ao percurso tipo que muitos fazem pela região de Sicó. Já aqueles que não são daqui, a maioria deles nem imagina aquilo que eu denomino como Soureossáurios, um espécime que não sendo novo no carso de Sicó, é sempre impressionante de se ver, pela negativa, claro.
Eis 4 panorâmicas sobre o bicho Soureossáurios:





Ninguém pode dizer que fica indiferente quando passa pela EN 348, em Soure, pois não há como fugir do bicho. Aquela estrada já por mais que uma vez viu o seu traçado alterado, pois havia que desviar a estrada para que o bicho se pudesse alimentar do carso moribundo e pouco protegido.
Este é apenas mais um episódio da "Viagem ao Centro da Serra", que tem o intuito principal de consciencializar os cidadãos para um problema gravíssimo, o qual não é mais do que um cancro que se alimenta do belo carso da região de Sicó.
Com estas fotografias panorâmicas tento mostrar a todos, episódio a  episódio, a verdade nua e crua, fazendo jus aquela expressão "uma imagem vale mais do que mil palavras", sendo que neste caso são 4 imagens.
Espero que todos se sintam obrigados a reflectir sobre esta importante questão, que afecta património natural, património cultural e que afecta a vida de mais pessoas do que aquelas que favorece. São muitas as comunidades afectadas pela acção destes monstros, os quais se regem apenas pelo interesse de privados e do puro lucro imediato.
Precisamos de tantas pedreiras? Não, não precisamos de tantas! Além disso precisamos de ordenamento do território, pois o que deve mover um território é o interesse comum e não de privados, os quais findada a exploração destes locais, deixam um passivo absolutamente inaceitável, o qual nunca será recuperado. Lembrem-se deste último ponto, pois é nesta fase que vos pergunto, é isto que querem deixar aos vossos filhos, netos e bisnetos?

domingo, 28 de outubro de 2012

Nasceram os "Geobiscoitos de Sicó"!


Aproveitando o último festival de gastronomia de Ansião, que aconteceu entre os dias 19 a 21 de Outubro, foi lançada uma inovadora linha de biscoitos, os "Geobiscoitos de Sicó". Posso dizer que é um acontecimento que não esquecerei, já que é algo de novo pelos lados de Sicó e, penso, que mesmo a nível nacional, no que concerne ao carso português.
Pelas mãos da Pastelaria Nabão (Ansião), surge então algo que merece todo o destaque e toda a nossa atenção. Não é todos os dias que surge, no domínio da gastronomia, algo que junta o melhor de dois mundos. Gastronomia, geodiversidade e biodiversidade estão representados nos "Geobiscoitos de Sicó", não esquecendo uma forte e declarada componente educacional, a qual pretende mostrar a todos aquilo que poucos efectivamente sabem o que é. O primeiro geobiscoito de Sicó é então um lapiás, um dos embaixadores do carso.
Este projecto é decorrente de algo que muitas vezes digo, da necessidade de construir pontes entre gerações e pontes entre a ciência e as comunidades, algo que faz muita falta também pelos lados de Sicó. Os "Geobiscoitos de Sicó" são o feliz (e saboroso!) resultado desta "construção de pontes". 
Com tudo isto tem-se um belo "objecto" que também pode ajudar ao tão necessário marketing territorial, ainda por potenciar na região de Sicó. Mais "objectos" se seguirão!
Podia estar aqui a dizer muito mais, mas não, prefiro "apenas" agradecer à D. Lurdes, que acolheu de braços dados uma ideia simples, mas revolucionária na gastronomia regional. Por boas que sejam as ideias, elas de nada valem se não houver quem lhes possa/queira dar seguimento...
Quem quiser comer um lapiás, já sabe que agora o pode fazer, literalmente!