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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Já lá vão 7 anos de espera e até agora... nicles!


É uma das minhas muitas "lutas" dos últimos anos. Como explicar que as entidades públicas não se preocupem com a questão do encaminhamento e reciclagem de resíduos tão poluentes como lâmpadas?
É isto que se passa por exemplo em Ansião, onde parece que a reciclagem de lâmpadas é um não assunto. Mesmo no ecocentro, situado no camporês, não há espaço para as lâmpadas, será isto aceitável? 
Há coisa de 7 anos tomei a liberdade de enviar um pedido directamente à Amb3E, de modo a solicitar a colocação de um ponto electrão, para lâmpadas, em Ansião. Foi-me respondido que, na altura, não estavam a equacionar a questão. Meses depois voltei à carga, e nesse altura foi-me dito que estariam alegadamente a tratar o assunto com a Câmara Municipal de Ansião. Durante uns tempos acreditei que sim, até que me fartei de esperar e me desloquei aos serviços da Câmara Municipal de Ansião (CMA), de modo a pedir informações sobre o andamento da situação. Descobri hoje que, nessa altura, não ficou nenhum registo do sucedido, algo de compreensível já que o sistema era diferente do actual. Mas voltando à narração dos factos, e quando fui então à CMA, foi-me comunicado que, alegadamente, estavam a estudar a localização para um ponto electrão em Ansião, algo que sinceramente é absurdo, já que fazer um estudo para isto é realmente absurdo.
E hoje, novamente, desloquei-me aos serviços camarários, de modo a ver como estava o processo. Nada de nada. Será que é com a vinda do papa que acontece o milagre de Ansião ter um ponto electrão, para recolha de lâmpadas? 
Mas não me fiquei por pedir um apenas, pois solicitei um ponto electrão para cada uma das sedes de freguesia. Parece-me que já deverá ser o suficiente numa fase inicial.
A foto que ilustra este comentário é de um de dois pontos de armazenamento de lâmpadas. Este é num local que não da minha responsabilidade, embora tenha sido eu que tenha pedido o espaço para guardar as lâmpadas. Brevemente será demolido, portanto há que arranjar solução para as lâmpadas. Existe um outro, num local da minha responsabilidade, onde estão guardadas umas quantas dezenas de lâmpadas, que vieram precisamente deste local que consta na foto. Já estão cheias de pó, tal o tempo de espera...
Durante algum tempo fui encaminhando lâmpadas para pontos electrão em Coimbra ou outras cidades onde já existem há anos, mas a quantidade que continuava a chegar aos pontos de armazenagem que referi fizeram com que se tornasse complicado andar a passear com tantas lâmpadas, ainda mais sujeito a levar uma multa por ser apanhado com elas no carro.
A ver vamos quanto tempo mais demora até Ansião ter pontos de recolha para lâmpadas. Enquanto isso não acontecer eu sentir-me-ei obrigado a fazer estes lembretes, já que uma das coisas que percebi já há alguns anos é que o facto de eu ser conhecido e falar em certas questões, ajuda a resolver algumas coisas.
E pelos outros concelhos da região de Sicó, como estão as coisas em termos de recolha de lâmpadas? Fica a questão, que espero que ajude de alguma forma a estimular as pessoas a exercer a cidadania activa, tal como eu o faço.

domingo, 23 de abril de 2017

Quem semeia ventos, colhe património...


Faltam poucos dias para o final do prazo de apresentação de propostas ao orçamento participativo do município de Ansião, daí estar agora a "picar" os ansianenses para que participem activamente neste processo, apresentando propostas concretas. Claro que tenho também o intuito de "picar" todos os sicoenses para que façam o mesmo nos seus respectivos municípios, logo que se propicie isso mesmo.
Este ano decidi apresentar apenas uma proposta, ao contrário de 2016, onde apresentei 4 propostas. Porquê? Simples, este ano o valor da proposta é igual ao valor da verba disponível, daí não fazer sentido apresentar outras propostas, que concorressem entre si. Em 2016 apresentei 4 propostas diferenciadas, de valor reduzido, não representando uma espécie de concorrência entre si.
Sim, a proposta deste ano é sobre moinhos de vento, esse belo objecto patrimonial que teima em não ser devidamente potenciado e valorizado. 
Há umas semanas, e pensando no dia nacional dos Moinhos e Moinhos abertos 2017, apresentei, numa associação da qual faço parte, a proposta de envolver um dos moinhos desta região para promover a actividade em causa, contudo, e após pedir informação a quem sabia da coisa, fiquei a saber que não seria possível, já que esse mesmo moinho, que não o da foto (Serra da Portela, Pousaflores), não estava funcional. Foi então que surgiu luz e ponderei a ideia. Apresentei uma proposta que tem como intuito arranjar aquilo que está estragado, recuperar o que está por recuperar e valorizar todos estes moinhos de vento. A esmagadora maioria é de madeira, tal como o da Serra da Portela, e um outro é de metal. Penso que é algo de exequível, mas a ver vamos se o mesmo vai ser aceite para ir a votos. Caso a proposta seja aceite, irei naturalmente pedir o vosso voto, de modo a valorizar a molinologia da região de Sicó. 
Tenho visto que há mais pessoas a pensar da mesma forma na região de Sicó, e algumas delas a trabalhar para que isso aconteça, portanto há que pugnar para que esta bela paisagem comece a ver mais moinhos de vento a funcionar, já que é algo de fabuloso e que pode representar uma mais-valia bastante interessante...

quinta-feira, 23 de março de 2017

Este interesse público cheira mal, muito mal...


Foi com grande perplexidade que fiquei a saber deste caso, ainda mais porque ocorre perto de um outro local, onde uma situação algo semelhante já fez correr muita tinta e muito mau cheiro. Os visados são os mesmos de sempre. Quanto aos prejudicados, são os do costume...
O espanto foi a duplicar, seja pela existência desta situação, seja pela típica postura das entidades públicas, neste caso da Câmara Municipal de Ansião, a qual, através da sua Assembleia Municipal, apesar de, por um lado, ter emitido uma declaração de interesse municipal para a construção de uma nova infra-estrutura, por outro pouco faz para impedir que esta situação acabe. Não basta dizer que está mal, há que ser-se incisivo na acção. Interesse público é acabar com esta situação, doa a quem doer, mesmo que isso implique perder alguns votos.
Este é um caso, entre vários, onde a ilegalidade se prolonga no tempo, mesmo que isso signifique anos de espera enquanto se procede à legalização da coisa. É algo que eu denomino como fundamentalismo político, que acaba por beneficiar em primeiro lugar quem prevarica e castiga quem, teoricamente, tem direito a um ambiente são, tal como adiante farei referência.
Eu devo andar muito desactualizado, já que no meu tempo o interesse público tinha a ver com o interesse da população e não com o interesse de alguns empresários. Neste caso a população queixa-se, e com toda a razão, mas parece que o interesse público é, por vezes, alérgico às populações e desenvolveu uma curiosa "simbiose" com alguns empresários que, imagine-se, não cumprem as suas obrigações.
Achei curioso o facto de o presidente da Junta de Freguesia de Santiago da Guarda ter referido à imprensa a unidade de tratamento de estrume, situada a umas escassas centenas de metros, e o seu não funcionamento, sem que tenha referido os muito polémicos porquês e interesses dessa mesma paragem. Já Rui Rocha, esse tem a mesma posição de sempre, politicamente correcto perante os jornalistas, mesmo apesar de não ter competências técnicas sobre vários temas sobre os quais tanto gosta de falar, que nem especialista, e demagogia e populismo numa espécie de defesa dos empresários prevaricadores, dada a sua postura mais passiva do que activa. E os residentes que têm de gramar com o mau cheiro, onde se enquadram estes tendo em conta o tal interesse público? Interesse público não é ter empresas a laborar dentro da legalidade e sem prejudicar as populações e o ambiente?
É realmente curioso como é que se tem uma unidade de tratamento desta tipologia de resíduos na região, paga, em parte, com fundos comunitários, e esta não funcione. Quase que fico com a ideia que é economicamente mais vantajoso para alguns empresários que aquela unidade não funcione e que se tenha de colocar o estrume neste pavilhão, pois assim fica mais em conta, poupando-se uns trocos quando comparado com a referida unidade de tratamento que está parada. Aqui não há que gastar mais dinheiro no funcionamento desta unidade e nem se precisa de gastar dinheiro em filtros, que têm o papel de, imagine-se, poupar os narizes daqueles que vivem em redor deste local e possibilitar que estes usufruam das suas casas de janela aberta. São meros factos, para alguns sem grande importância, já que o interesse público é, para alguns, um bicho muito subjectivo, aplicável quando interessa e menosprezado noutras situações.
E assim os anos vão passando...
Esta situação é digna de um país terceiro mundista, onde quase tudo se pode fazer e onde o interesse de alguns lóbis é quem mais ordena. Fico envergonhado ser de uma região onde é permitido que isto ocorra. Fico ainda mais envergonhado saber que é uma de várias situações que se pode resolver havendo vontade e a aplicação do interesse público. Estamos numa região cársica, onde o impacto da poluição causada por esta tipologia de resíduos é ainda mais grave e compromete os nossos aquíferos. E isso é preocupante, muito preocupante!
Trabalhei durante duas décadas neste sector e já vi de tudo. Se é certo que este sector evoluiu, isso só aconteceu por imposição das empresas que compram os frangos e ovos e também por imposição de legislação europeia. Se não fosse assim as coisas não teriam evoluído tanto. Conheço vários produtores de frangos e ovos e se há coisa que é comum à maioria deles é poupar em tudo que seja possível para que o lucro seja maior. E isto mesmo que se polua e se comprometa o interesse público... 
Mas vamos ter esperança, pois este é ano de eleições e, nesta óptica, o voto de um grupo restrito de empresários/sócios vale muito menos nas urnas do que os votos de toda uma população que tem de gramar o mau cheiro alheio... 



Para terminar, algo que os nossos autarcas devem ter esquecido:

Constituição da República Portuguesa


"Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado

e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território; 

Artigo 66.º
Ambiente e qualidade de vida

 1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.
2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos:
a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão;
b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem;
c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico;                                                                                   
d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações;                                                                                                                                    
e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;           
f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial;           
g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente;                                  
h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida."


domingo, 19 de março de 2017

Viva a ferrugem!



Ando de bicicleta desde que me lembro, ou seja há muitos anos. Faço-o por gosto, sendo aliás uma espécie de filosofia de vida, que faz parte do meu "adn". Nunca liguei aos estereótipos e ao preconceito por quem faz da bicicleta a sua principal forma de mobilidade na curtas distâncias (5/6 km), no seu dia-a-dia e nas médias distâncias naqueles dias em que apetece fazer umas dezenas de km pelo monte e pela estrada. É certo que, tal como na década de 80, a bicicleta está na moda, contudo o ciclo irá, infelizmente, inverter mais ano menos ano, é essa a triste sina tuga, mesmo que a comunidade de utilizadores das duas rodas, a pedal, esteja cada vez mais forte e com maior capacidade no que concerne ao estabelecer as bases para alterar o paradigma actual, onde a bicicleta é ainda um parente pobre. Somos cada vez mais e, a seu tempo, conseguiremos mais e melhores resultados, isso é certo.
Tenho 3 bicicletas e daqui a mais uns tempos irei comprar uma quarta. Para diferentes usos, diferentes bicicletas. Duas são de marcas portuguesas e a outra de uma marca estrangeira. 
Tudo isto para vos mostrar simplesmente o meu gosto pelas duas rodas e o porquê de regularmente abordar a temática das bicicletas e dos modos suaves.
Mas vamos então ao assunto principal deste comentário. Já alertei várias vezes para esta questão, contudo nada se fez para resolver o problema, por isso a srª ferrugem está pujante e a reivindicar o seu poder. Fora a questão dos pneus crestados... Alertei para o facto de não existir nenhum abrigo para as bicicletas de uso partilhado na Vila de Ansião, a E-Ginga. Seja Inverno seja Verão, elas ali ficam à chuva ou ao sol. Tanto podem estar 40 graus positivos como 16 negativos, que elas ali estão, desprotegidas e à mercê dos elementos. 
Diz o bom senso que deveriam existir uns abrigos que as protegessem minimamente, prolongando a sua vida útil. Nas fotos podem ver o estado actual destas bicicletas, facto a lamentar. Das 3 bicicletas que tenho, a mais velha tem quase 30 anos. Curiosamente não tem tanta ferrugem como estas que constam nas fotos...
Fica novamente o apelo para a construção de uns abrigos para estas meninas, já que elas merecem! 



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Modernismo, diziam eles. Estacionamento, mostro eu...


Urge fazer uma actualização do último comentário que fiz, sobre as obras do largo da igreja, em Chão de Couce, Ansião. As desculpas para o abate daquela árvore monumental eram, entre outras, o modernismo, que era necessário imprimir aquele local, contudo o decorrer das obras mostra algo de curioso...
Chamar modernismo à criação de estacionamentos é um bocado... abusivo, para não dizer outra coisa. Abateu-se de forma injustificada uma árvore com uns dois séculos, que fazia parte da identidade local e que até dava sombra ao parque onde as crianças brincavam. Abateu-se uma árvore monumental para, imagine-se, agora nascer um parque de estacionamento no local preciso onde estava o freixo. Posto isto, e divulgados os factos, pouco mais há a dizer senão que uma imagem vale mais do que mil palavras. E não há que enganar, pois é claro como a água. É assim que se contribui decisivamente para obliterar a identidade local, sem tirar nem pôr. 
Agora estou curioso para saber o que está pensado para o Largo do Alvorge, onde está planeada intervenção semelhante...


domingo, 22 de janeiro de 2017

Em busca do belo pinhão!


Estamos a poucos dias de um evento muito importante na região de Sicó, ou seja a Feira dos Pinhões. Dias 28 e 29 de Janeiro serão portanto mais uma boa altura para visitar a região de Sicó e a bela Feira dos Pinhões, em Ansião. A vinda de um canal de televisão, no segundo dia do certame, trará consigo milhares de pessoas e um movimento de divisas considerável, muito bem vindo por estas paragens. O espaço do evento é demasiado pequeno para um elevadíssimo número de pessoas, portanto aproveitem e venham também no sábado, fazendo umas compras no dia do mercado de Ansião e conhecendo o que de melhor esta região pode ter em termos de produtos produzidos localmente. E já agora, conheçam o nosso património!
O marketing territorial ainda não é o melhor, na medida em que, por exemplo, se formos ver o site da Câmara Municipal de Ansião, concretamente o link final da notícia respectiva, em vez da foto do belo pinhão, surge a foto do palco onde irão actuar vários artistas e onde o canal de TV irá fazer parte da sua emissão. Inevitavelmente o pessoal que estará a ver a TV será bombardeado com um número de telefone, com o intuito de telefonar e, assim, ganhar um prémio. É a parte chata e que me irrita profundamente... 
Pormenores à parte, esta é uma feira que ganhou protagonismo nos últimos anos, mérito obviamente da Câmara Municipal de Ansião e, diga-se, dos empresários locais, que nos últimos anos evoluíram bastante no que concerne às boas práticas, certificação e marketing. Contados os aspectos positivos e os menos bons, dou nota positiva ao que se tem feito nos últimos anos. Contudo pode-se fazer melhor, fica a dica...
Há uns meses ouvi algo que importa aqui abordar, ou seja uma pessoa conhecida falou-me que iria plantar pinheiros mansos, precisamente aqueles dos qual saem as belas pinhas de onde se retiram os belos pinhões. Esta é uma bela notícia, que mostra que as pessoas podem começar a pensar em algo que não envolva plantar eucaliptos. E não foi a única pessoa que sei que plantou pinheiros mansos, facto que me alegra ainda mais. 
Esta é uma notícia importante, na medida que também recentemente comecei a ver no mercado pinhão chinês, mais barato mas de qualidade muito duvidosa... Sim, há que ter em conta este "pormenor", o qual se não for bem enquadrado/encaixado, pode ter consequências nefastas. Mais produtores, maior produção, preços mais apelativos ao consumidor e melhor integração na rede de valor acrescentado (ex. pastel de pinhão). A seu tempo também eu irei dar o meu contributo neste domínio... 
Há que plantar mais pinheiros mansos e cuidar dos que já temos por aqui, já que há casos onde o acto do cuidar do pinhal tem sido claramente menosprezado por parte das entidades públicas.
Resumindo, o pinhão segue um trilho que espero que continue a ser consolidado nos próximos anos. Há que delinear uma estratégia bem sustentada, que, através das suas mais variadas vertentes, consiga o objectivo fundamental que é o desenvolvimento sustentado desta bela região. Todos temos a ganhar com isso!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"Chão de Couce está de luto": crónica de um atentado à identidade local


Fonte: António Simões

Já sabia há uns meses que iriam começar as obras de requalificação daquele largo, já que há que mostrar obra feita para as eleições, contudo, e para não variar, o escrutínio público ficou por fazer. É essa a (i)lógica da política da treta em Ansião e não só, faz-se para "ingês ver" e deixa-se o mais importante, e que não se vê, para segundo plano. O que não esperava é que fizessem o que todos podem ver na fotografia acima e no vídeo. Talvez por isso este projecto tenha estado longe dos holofotes da opinião e debate público, tal como Ansião nos tem habituado ao longo dos mandatos de Fernando Marques e Rui Rocha.
Uma enorme árvore centenária (freixo) e elemento identitário de Chão de Couce, Ansião, foi destruída e, como um local disse, "Chão de Couce está de luto". A desculpa foi a do costume, está em risco, temos de pensar nas pessoas e o blá blá blá do costume. O curioso é o suposto perigo só começou a existir quando se começou a obra... Querem mesmo que eu acredite que havia perigo?! Acredito nisso  e já agora também no pai natal..
Esta árvore não estava doente, é um facto. Se não tinha problemas? Sim, tinha alguns, mas nada que obrigasse ao seu abate. Quando se trata mal uma árvore, ela fica com mazelas. Nunca houve uma cultura de espaços verdes em Ansião (excluo daqui relvados...), daí esta falta de atenção para com o arvoredo. Falei com um amigo botânico e a resposta foi a mesma, a árvore não tinha problemas de monta, portanto não se justificava tal abate.
O fundamentalismo político, que vê estas árvores como um estorvo não é novo, pois infelizmente é o pão nosso de cada dia. Ansião não é mais evoluído do que outros, é igual ou pior, tal como fica à vista. Trata-se de um monumental atestado de incompetência de várias entidades públicas.
Enquanto cidadão e ansianense fico repugnado com mais esta acção fundamentalista, que atenta contra o património e contra a identidade local, tal como os emotivos relatos feitos nas redes sociais têm demonstrado.

Já agora, especialmente para aquelas pessoas que diziam que o freixo estava seco e doente:



Mas vamos agora às justificações da Câmara Municipal de Ansião, referidas num comunicado:

"ESCLARECIMENTO
Tendo em consideração a sensibilidade suscitada pela intervenção no adro da igreja de Chão de Couce, prevista para o presente mandato autárquico, prestamos os seguintes esclarecimentos:

• A árvore (freixo) em causa, que não possuía qualquer classificação patrimonial ou protecção particular, constituía já perigo para a circulação naquela zona e, sobretudo, as suas raízes estavam a interferir com a rede de saneamento naquela área, o que levaria a curto prazo ao mesmo desfecho;

• Do projecto de requalificação do adro da igreja de Chão de Couce foi, em devido tempo, dado conhecimento à Junta de Freguesia de Chão de Couce, tendo merecido a sua aprovação;

• Para a intervenção neste espaço, que embora seja de uso público é propriedade da Diocese de Coimbra, foi obtida autorização e aprovação, através da sua Comissão Diocesana de Arte Sacra, constituída por técnicos credenciados;

• Está prevista a replantação, nos casos em que tal seja possível, das árvores existentes no adro da igreja de Chão de Couce, bem como a plantação de novas árvores de porte considerável, minorando o impacto visual da intervenção;

• Esta intervenção pretende devolver espaço às pessoas e à sua mobilidade, limitando o acesso a automóveis ao interior do adro e reforçando a centralidade da Sede de Freguesia, acrescentando-lhe modernidade e urbanidade, salvaguardando todas as vertentes da riqueza patrimonial e paisagística do espaço em causa.

Tendo plena consciência da referência que o actual figurino do adro representa, acreditamos que a intervenção agora iniciada marcará o futuro do centro de Chão de Couce."

Começando pelo primeiro ponto:

- Desde quando é que o facto de não ter classificação patrimonial ou protecção particular é desculpa para justificar o abate de uma árvore? Gostaria de saber quantas foram as árvores centenárias que a Câmara Municipal de Ansião classificou ou protegeu nas últimas duas décadas, nos mandatos de Fernando Marques e de Rui Rocha. Já agora, porque não é referido neste comunicado que a árvore em causa (freixo) era um marco identitário de Chão de Couce? Não convém ou é incómodo?
- Perigo para a circulação? Porquê? É falso que fosse um perigo para a circulação, trata-se apenas de uma desculpa fácil e esfarrapada, a qual se espera que o pessoal pouco esclarecido acredite cegamente.
- Expliquem-me lá como é que uma árvore centenária pode ter uma taxa de crescimento que dite que "a curto prazo" leve a que seja o que for? Será que, mesmo que fosse essa a situação, uma árvore que era um marco identitário não justificaria uma acção que prevenisse isto mesmo? Mais parece uma desculpa tipo do zé da esquina.
- Se o projecto foi do conhecimento da Junta de Freguesia, porque não foi do pleno conhecimento público, dado o interesse público do projecto? A opinião dos locais não interessa? Democracia participativa, já alguém ouviu falar? Ou será que o povo não é competente para participar na elaboração destes projectos?
- Então se o espaço é de uso público, mas propriedade da Diocese de Coimbra, porque é que a obra é feita com fundos públicos? Importa colocar dinheiro público, mas não interessa o interesse público e a opinião das pessoas? A igreja fica igualmente mal na fotografia.
- Técnicos credenciados da igreja? E os técnicos credenciados fora da esfera da igreja e da política? Já agora, técnicos com credenciação em quê? Assassinar uma árvore destas é pecado caros religiosos!
- Replantação? E a identidade local, que foi posta em causa com o abate injustificado da árvore? Quando se abate uma árvore centenária, é um bocado absurdo e populista falar em replantar, já que nenhum de nós cá estará para ver essas próximas árvores centenárias. Desculpas esfarrapadas...
- Plantação de árvores de porte considerável? O que é "porte considerável"?
- Devolver espaço às pessoas através do abate de uma árvore centenária e objecto identitário? E é necessário sequer fazer obras para limitar o acesso dos carros? Cancelas, conhecem?! Muita demagogia e populismo à mistura. Essa "necessidade" de fazer obras para justificar votos é patética e bem ilustrativa da (i)lógica que move esta classe política sem classe alguma. 
- Modernidade e urbanidade? Modernidade não implica romper com o passado e destruir objectos que fazem parte da identidade local! Urbanidade? Já existia, com identidade, pois não era uma "identidade" fabricada à vontade de duas ou três pessoas! Já agora, sabem realmente o que representa a urbanidade?
Salvaguardando todas as vertentes da riqueza patrimonial e paisagística? Bom sentido de humor, mas infelizmente estamos a falar de coisas sérias e não em discursos de conveniência. É ridículo e absurdo surgir neste contexto, e como argumento, a salvaguarda de todas as vertentes da riqueza patrimonial.
- Modernidade e urbanidade ou estorvo ao arquitecto que elaborou o projecto? Modernidade e urbanidade não é um projecto tipo chapa 5, tal como aconteceu na Vila de Ansião, semelhante a um qualquer por esse país fora.
A plena consciência só existe quando se avalia todas as variáveis em jogo. Claramente aqui não há consciência do que está em jogo, algo que lamento profundamente. 

Tenho lido bastantes comentários de profundo desagrado sobre este estúpido abate de uma árvore de enorme importância e valor patrimonial, material e imaterial, que atravessou várias gerações durante dois ou três séculos, e confesso que há alguns que me impressionam, dada a sua evidente comoção pela perda de identidade e de memórias insubstituíveis.
O que vale é que este ano é ano de eleições autárquicas, portanto lembremo-nos deste atentado à identidade local na hora de votar... E já agora, lembrem-se também que a igreja deu o seu aval a este atentado à identidade local, portanto, e a na hora da esmola, lembrem-se disto mesmo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O erro assimilado com normalidade...


Era algo que estava na lista de espera dos comentários há vários meses. Com tanta acção na região de Sicó, é sempre difícil de gerir uma data exacta para abordar um determinado tema. Eis então que chegamos ao dia esperado.
Logo que detectei esta placa, pensei logo em incluí-la nos meus comentários, já que é matéria-prima para trabalhar no âmbito do azinheiragate. Conheço este local desde criança, daí ter ficado algo espantado com a falta de originalidade aquando da atribuição do nome desta rua. Não faltavam motivos para basear o nome de uma rua, contudo optou-se pelos "eucaliptos". Nunca escondi uma espécie de ódio que tenho pelos eucaliptos, já que estes têm representado um verdadeiro terrorista, que baseados numa fé pelo lucro rápido (caso não ardam...), têm desvirtuado também este território. A vegetação autóctone é arrasada, caso de carvalhos, azinheiras, medronheiros e afins, o solo vai à vida e surge o eucalipto, muitas vezes de forma ilegal. E mesmo quando denunciados, só se paga uma multa e os eucaliptos lá continuam. O eucalipto tem promovido um verdadeiro desordenamento do território e da floresta.
Claro que há espaço para o eucalipto, contudo, e tal como se costuma dizer, tudo o que é demais cheira mal. Urge voltar a plantar carvalhos, azinheiras, medronheiros e todo o tipo de vegetação autóctone. E depois começar a retirar dali rendimento. Sim, é possível, o problema é que o pessoal gosta de ganhar mais possível sem fazer nada e pensando apenas em si...

domingo, 27 de novembro de 2016

Onde pára o ordenamento florestal da Serra da Portela?


Muitos do que passam pela Serra da Portela, em Pousaflores, e vão ao miradouro situado ao lado do moinho de vento e do parque eólico da Serra da Portela, não se apercebem do problema que ali existe há vários anos, ou seja a falta de ordenamento florestal. Basta dar corda aos pés ou bicicleta para vermos que há ali algo de grave a ocorrer, ou seja a inobservância de algo fundamental como o é o ordenamento florestal. Em Agosto de 2006 houve um incêndio em parte do sector onde está implantado o pinhal, mas parece que o tempo apaga as memórias e o risco de incêndio é grande, tal como podem constatar nas fotografias.  


Em meados da década de 90, alguém teve a ideia parva de rechaçar  esta bela serra com uma máquina. Foi um verdadeiro atentado ambiental que hoje seria impensável (ou não...). Infelizmente não há volta a dar e temos de nos contentar com o que ali está actualmente. Mas infelizmente o actualmente não augura nada de bom, pois a "estratégia" é a pior de todas. Uma grande mancha de pinheiras, que devidamente geridas dariam uns bons tustos com o rendimento que advém da venda das pinhas (e uma enorme mais-valia para a feira do pinhão anual). Ao lado desta, na Serra do Casal Soeiro, da Serra do Mouro e da Serra da Ameixieira, o projecto falhado das 130 000 árvores, boa parte delas não deram em nada, típico de projectos de greenwash. Junte-se a isto o lóbi dos caçadores e temos todos os ingredientes para o desastre.


Convido-vos a todos a dar uma volta da Serra da Portela, de forma a verem pelos próprios olhos o barril de pólvora que ali está e que urge minimizar, através de uma correcta gestão da floresta. Podem deixar o carro no miradouro do Anjo da Guarda ou na Capela do Anjo da Guarda e dar uma volta pelo estradão que dá a volta à Serra da Portela pelo seu topo.


Esta situação deverá ser resolvida rapidamente por um conjunto de entidades, onde se inclui a Junta de Freguesia de Pousaflores, a Câmara Municipal de Ansião, pela Associação Florestal e pelo ICNF (Rede Natura 2000 - Sítio Sicó/Alvaiázere). Os incêndios existem por vários motivos, um deles é a falta de gestão florestal. E os incêndios previnem-se antes do Verão...


E claro, não podia faltar um aspecto típico, a lixeira do costume, infelizmente muito comum por Ansião e arredores... Das 250 lixeiras de detectei em 2010, no Limpar Portugal, a maior parte tinha também restos de construção...


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Voltei ao Alvorge e vi a água "límpida" do esgoto a sair para a linha de água...


Por falta de tempo, estive algumas semanas sem ir ao Alvorge, de forma a continuar a monitorização do esgoto (dreno) ilegal, mas na semana passada consegui finalmente lá ir. Na edição da primeira quinzena de Abril, da edição do Jornal Terras de Sicó, a provedora da Santa Casa da Misericórdia do Alvorge, a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava que, e passo a citar, "a água sai límpida para uma linha de água". O autarca Rui Rocha tinha a mesma postura, de negar o que estava e está à vista de todos, muito embora, e após a denúncia, afirmasse na imprensa que era um problema preocupante. O impacto mediático desta situação foi enorme, mas infelizmente, e até agora, de pouco valeu, já que, no essencial, tudo se mantém. Resta portanto continuar a dar visibilidade a esta situação e monitorizar a mesma, já que ao contrário do que a Srª provedora possa pensar, o caso não está fechado, está sim em aberto. E mais não digo... A ilegalidade é para acabar e o esgoto para ser tratado, a bem da saúde pública e da seriedade institucional.
Peço a todos que divulguem esta situação e partilhem nas redes sociais, já que, como eu bem sei, isso pode fazer toda a diferença na hora de resolver situações de todo o tipo. Esta situação é particularmente grave, daí a minha dedicação a este caso.
Finalizando, gostaria de pedir à Srª provedora Maria Luísa Ferreira que nos elucidasse sobre aquela matéria orgânica, pois concerteza ela saberá explicar o porquê do sucedido. Como boa gestora que é, de certeza nos poderá elucidar sobre os elementos poluentes ali presentes e o porquê da situação estar pior. Genericamente eu sei o que é, mas o público pode não saber...



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ia para ver uma coisa parva, mas acabei por vez duas coisas parvas...


Infelizmente é um tipo de situação comum pela região de Sicó, mas mesmo assim continuo a ficar parvo com este tipo de situações. Portugal e a região de Sicó têm vários problemas que contribuem para a fragmentação de habitats e da paisagem, empobrecendo desta forma o património desta bela região.
É o caso desta primeira situação, onde se vê um recente muro de blocos de cimento a assinalar os limites de um terreno. Quero, posso e mando, é a típica mentalidade que leva a este tipo de situações. Para ajudar, os regulamentos camarários permitem este tipo de obras de mau gosto. Será que havia necessidade de tal mamarracho para marcar o limite de uma propriedade qualquer? Será que uns postes de madeira com uns arames não ficavam melhor enquadrados? E mesmo esta última hipótese, faz sequer falta? Mas afinal porque é que temos a mania de mandar construir muros desta forma? Absurdo... 


Já nesta segunda situação o caso é algo diferente. Em primeiro lugar há que saber se tem licença (nos próximos dias a fiscalização irá ao terreno), e, em caso afirmativo, há que saber qual é a lógica de construir ao lado de sobreiros centenários? Será que é para mais tarde ter legitimidade para mandar cortar os sobreiros alheios, dizendo que estorvam? Nas Cavadas, Ansião, alguém terá essa resposta.
E aqueles pinheiros pegados ao muro, porque é que secaram de forma repentina?
No final disto há uma conclusão a retirar deste tipo de situações, ou seja a necessidade de apostar seriamente na educação ambiental e cívica, solução de fundo para mitigar este tipo de situações. Há que mudar urgentemente as mentalidades. Gostamos muito de dizer bem daqueles países avançados, mas esquecemo-nos do que os faz países avançados...


sábado, 5 de novembro de 2016

Vamos lá esclarecer o "caso Calaias"


Nota: pequena amostra do cartaz da Corrida do Calaias

Há uns dias publicitei aqui uma prova solidária que dava pelo nome de "Corrida do Calaias". Sem ter ido, sei que foi uma prova interessante, seja pelo trajecto, cenário ou pelo facto de ter sido uma prova nocturna. Teve apenas uma falha, a qual dei conta nesse mesmo comentário, onde publicitei a prova. Nessa mesma altura, comentei que era um erro básico, em termos de marketing territorial, pegar no nome de um ermita para baptizar uma corrida que nada tem a ver com a memória deste ermita. Era uma corrida urbana que nada tinha a ver com esta personagem, que era um verdadeiro solitário e que fazia das cavidades (ex. buraco do Calaias) a sua casa. Por isso mesmo é que não faz sentido dar este nome a esta corrida. Fazia sim sentido dar outro nome que não envolvesse o Calaias.
Fui ver os conteúdos que encontrei, entre outros, nas redes sociais, e à parte do nome da corrida, não encontrei uma única alusão à figura do Calaias, bem como uma única fotografia de um dos locais por onde o Calaias andava, algo que seria de esperar, para não dizer obrigatório. Ao invés, surge apenas a Câmara Municipal e a ponte da Cal. Apenas depois de postar este comentário me enviaram o cartaz oficial, o qual curiosamente desconhecia, onde sim consta uma fotografia daquele que é conhecido como "buraco do Calaias" e um pequeno texto, o que mostra que nem tudo correu bem e que, aliás, mantém o essencial na mesma, pois a coisa continua a não colar... 
No mesmo dia da prova, e no facebook de uma pessoa conhecida, dei conta, no geral, desta questão. Logo surgiu um amigo meu, que, talvez desconhecendo a temática do marketing territorial, para argumentar, puxou pelo argumento de que o bacalhau vinha da Noruega e era um prato típico da região. Não se deve ter apercebido que isto nada tem a ver com o caso do Calaias, mas é sintomático da falta de conhecimento sobre a temática do marketing territorial, daí, também, eu agora estar a comentar esta questão. Nada como explicar os factos, pois a falar é que a gente se entende.
Logo depois surgiu uma personagem, a qual em vez de ler o que eu escrevi e tentar entender o que eu tinha escrito, reflectindo sobre os factos, fez logo birra, algo que só compreendo sabendo o historial que esta personagem tem e na postura tipo DDT (dono disto tudo). Já por três vezes denunciei publicamente esta personagem, por estar ligada a más práticas na organização de provas desportivas, algo que, neste caso específico, não se coloca, pelo menos no que tenho conhecimento.
A sua argumentação era a de que se houve muitas pessoas, então o nome da prova está certo. A teoria é que não há erro algum na questão de ligar o nome do Calaias a uma corrida urbana.
O facto é que seja qual fosse o nome da prova, esta teria sucesso, seja por ser uma prova solidária, seja por o trail urbano estar na moda ou seja pelo simples facto de que não há propriamente competição na organização de provas deste género, pois simplesmente o mercado de provas tem ainda muito para evoluir e até haver uma saturação ainda falta muito. Dizer que esta prova teve sucesso pelo simples facto de se denominar corrida do Calaias, é sinal de uma péssima análise crítica, já para não falar de um narcisismo bem notório.
Fazendo uma análise objectiva, é notório que a figura do Calaias nada tem a ver com uma corrida urbana, por mais meritória que ela seja. Ao promover uma corrida do Calaias, o expectável seria ter um trail que tivesse um trajecto em redor de, por exemplo, duas das cavidades mais conhecidas do Calaias. Seria igualmente de esperar ter uma resenha histórica da figura do Calaias neste mesmo trail. Chama-se a isto um bom marketing territorial e uma boa estratégia turística. É isto mesmo que se vê noutras provas, que honram as figuras que dão nome à prova. Mas "em Ansião" o populismo e o narcisismo dizem que não é assim, contrariando tudo e todos, numa péssima estratégia, onde a desinformação é quem mais ordena, onde a crítica devidamente justificada é vista como que uma afronta, num claro sinal de provincianismo, no pior dos sentidos. Em vez de se querer aprender, recusa-se o conhecimento e a reflexão sobre um tema concreto. Quando não se sabe, desvirtua-se a componente patrimonial e histórica de um território e é pena que assim seja.
No final disto tudo, fiquei com vontade de organizar uma verdadeira corrida do Calaias, honrando a sua memória e, com isso, fazendo marketing territorial e também turístico.
Já agora, quantos de vós sabem quem foi o Calaias? 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Reabilitar um edifício histórico e dar-lhe alma, é isto que Sicó necessita!


 

A reabilitação urbana é um dos temas que, de forma regular, costumo abordar aqui no azinheiragate. A gastronomia é um tema igualmente abordado, contudo hoje venho associar dois temas num só. O ponto de partida é a reabilitação urbana, mais precisamente um exemplo do que de bom se pode fazer na região de Sicó. Segue-se a associação ao primeiro tema, incluindo eu agora uma primeira achega a uma rubrica que vou denominar simplesmente como roteiro gastronómico da região de Sicó, onde irei destacar o que de melhor temos nesta região, ou seja restaurantes, tascas ou afins, que se afigurem como embaixadores da região de Sicó. São espaços que irei recomendar a quem nos visita, pois os visitantes merecem o que de melhor a região tem para oferecer.
Esta rubrica já estava idealizada, contudo sem data para iniciar. Este último fim-de-semana tive a sorte de me convidarem para um almoço de gente amiga e o convite foi mesmo no espaço que podem encontrar no edifício das fotografias.
Mas em primeiro lugar, o edifício em causa, situado na Vila de Ansião, é um local histórico, o qual foi recuperado há poucos meses, com a ajuda de fundos comunitários. Além da recuperação, que manteve a traça original, o edifício ganhou um restaurante e bar que, diga-se, me surpreendeu muito positivamente. Quem esteve comigo ficou igualmente surpreendido, independentemente de ser ou não de Ansião, pois as opiniões foram unânimes.
A componente da reabilitação exterior já a tinha observado, contudo nunca tinha tido a oportunidade de entrar naquele espaço, facto agora consumado.
Fiquei apenas desiludido com o facto de, sendo este um edifício com história e intimamente ligado à temática patrimonial, no seu interior se utilizem textos de acordo com o (des)acordo ortográfico, algo que mexe bastante comigo, e com a maioria dos portugueses, dado o valor identitário da língua portuguesa e a perversão cultural que "acordo" ortográfico representa.
Prosseguindo, gostei bastante do interior do espaço e do respeito pela traça do edifício. Tem algumas fotografias e textos que mostram e descrevem estes aspectos e que são uma curiosidade que importa referir. A disposição do espaço é bastante apelativa e digna de um espaço histórico. A ementa é representativa do que de melhor a gastronomia de Sicó tem e os preços são ajustados. Gostei de sobremaneira da alusão ao património da região de Sicó, com as referências, no primeiro andar, a Penela, Pombal, Condeixa, Soure, Alvaiázere, Ansião. Este espaço dignifica a região de Sicó e o seu património.
Resumindo, este é um dos espaços que irei recomendar vivamente a quem visita a região de Sicó e mais especificamente Ansião.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Livre trânsito para a porcalhice: na senda do inaceitável





Num país avançado, daqueles que tanto fazemos questão de gabar quando queremos fazer comparações, os atentados ambientais com o apoio de entidades públicas várias são mais difíceis de ocorrer, mas afinal estamos em Portugal, uma bela república das bananas, onde tudo se pode fazer, onde há quem, à revelia das mais elementares regras, defenda gente velha amiga da política, seja a que custo for, mesmo que quem fique a perder seja o interesse público e a saúde pública. Para que as asneiras ambientais e uma quase total impunidade sejam possíveis basta ter dinheiro e/ou estar ligado directa ou indirectamente aos círculos de poder "político"/económico. Neste país chega-se ao cúmulo de olhar de lado quem denuncia e aplaudir quem polui, pois o dinheiro fala mais alto.
Reflexões à parte, e indo directamente à questão, volto a abordar uma situação que considero escandalosa, já previamente denunciada e explanada. Alguns meses após a denúncia, a qual fez muitas pessoas perder medo de falar (embora haja muitas outras que continuem com receio de falar...), eis que a impunidade continua à vista. O esgoto continua a prendar quem por ali passa com o mau cheiro e com uma água com propriedades... pouco amigas da saúde humana. E, há que sublinhar, este esgoto, ilegal, e construído pela própria autarquia, a pedido da entidade responsável pela produção daquela água com propriedades... especiais, tem tido basicamente livre trânsito para poluir, algo que me choca profundamente enquanto cidadão e geógrafo. Porque será que o mais simples e humilde cidadão tem de ter uma fossa séptica e, quando cheia, tem de mandar vir o tractor para despejar no local indicado (ETAR) e uma entidade pública ou privada não o tem de fazer? Porque será que, além de se manter um sistema caduco, se construiu um esgoto para drenar livremente para um sumidouro (ex.), a partir do qual a poluição se vai espalhar em poucos dias por um raio de alguns km a dezenas de km? Dois pesos e duas medidas? E o ordenamento do território, é algum enfeite para inglês ver?!
Estas fotos e os vídeos foram registados há poucos dias, já que este local está a ser monitorizado por várias pessoas desde há largos meses. E vigiado também... Acho uma graçola ir aquele local e logo depois aparecer o "fiscal".
Peço especialmente a todo/as o/as aquele/as que vivem no Alvorge denunciem esta situação e façam pressão, de forma a que a situação seja resolvida. Vão ao local, tirem fotos, façam vídeos e partilhem nas redes sociais, sem medo nem receios. Porque é que o deverão fazer? Simples, porque terceiros estão a poluir os (vossos) recursos aquíferos, precisamente aqueles que tanto precisamos. As vossas reservas de água, recurso estratégico para as próximas décadas, estão a ser comprometidas com o vosso consentimento, através da vossa passividade. A água é um recurso crucial! O que consideram mais importante, defender quem polui ou defender a vossa saúde e a saúde de milhares de pessoas? Não se trata de saber se existe poluição, mas sim saber a real magnitude da mesma. Sim, porque é isso e apenas isso que está em causa. Agora peço-vos o favor de partilharem este comentário, pois isso pode fazer muita diferença e levar a bom porto esta questão.
Esta é uma novela que já teve episódios muito caricatos, com muita polémica, incoerência, contra-informação e que inevitavelmente terá continuidade. Sim, já que há quem diga que esta é uma não questão e que está tudo nos conformes. Muito pelo contrário meus caros, muito pelo contrário...





quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Quem não participa não conta...



É um dos vários processos com o qual me envolvi activamente, seja na divulgação do mesmo, seja na apresentação de propostas concretas e objectivas. Falo obviamente do Orçamento Participativo de Ansião, o qual tem neste momento 8 projectos a votação (Votem!!). Apresentei 4 propostas (turismo; mobilidade sustentável; literacia ambiental; espécies invasoras) e só não apresentei mais umas quantas porque o prazo final de envio de propostas coincidia com o envio da candidatura a um projecto profissional, o que condicionou o esboçar de outras ideias. Mesmo assim fiquei de consciência tranquila, pois fiz o meu papel de cidadão activo e interventivo. Uma das propostas foi aprovada para votação e uma das que não foi aprovada dará frutos a breve prazo (darei notícias logo que se confirme). Quanto às outras ideias que não foram aprovadas, valeu a pena, pois sensibilizaram quem de direito e isso é importante.
Vejo os orçamentos participativos como uma excelente oportunidade para transformar a nossa terra para melhor. Para mim é mais importante apresentar uma série de micro-projectos do que apresentar apenas um. Há projectos que podem e devem ser desenvolvidos prioritariamente fora dos orçamentos participativos, sob o risco de cativarem toda a verba afecta aos orçamentos participativos e de alguma forma desvirtuarem a filosofia dos orçamentos participativos. Obviamente que podem haver excepções.
A melhoria da nossa terra passa pela cidadania plena, pela apresentação de propostas devidamente pensadas numa óptica de melhoria a vários níveis. Sendo algo de novo, obviamente que tem arestas a limar, mas o caminho faz-se caminhando. A participação pública é algo de preponderante nos dias de hoje e o orçamento participativo é mais uma boa ferramenta para concretizar isso mesmo.
Fiquei muito desapontado na medida em que considero inconcebível um tão reduzido número de propostas aprovadas, fruto do défice de propostas apresentadas pelos munícipes. É muito pouco e lamento que tanta gente que gosta muito de falar não dê seguimento às suas ideias nos orçamentos participativos (muita goela e nada mais...). Há que ser consequente pessoal! Ansião (e não só...) tem um grave défice de participação cívica e isso traduziu-se nas poucas propostas enviadas à Câmara Municipal de Ansião, ou seja foram enviadas apenas 16 propostas, o que é manifestamente insuficiente.
A divulgação do Orçamento Participativo não foi a melhor, mas mesmo assim dou nota positiva. Houve info-excluídos e isso deverá ser revisto na próxima edição do Orçamento Participativo de Ansião. Importa correr todo o concelho e chegar a todos, pois do mais simples e humilde cidadão, mesmo iletrado, pode surgir algo de muito bom para todos. 
Sobre as propostas, fiquei satisfeito com as mesmas, umas mais razoáveis e racionais, outras nem por isso. Uma delas mereceu a minha total atenção, já que vai na linha de um projecto que ando a pensar há vários anos, e que considero que pode ser algo de muito bom e transformador para o concelho de Ansião. Mas vou ser imparcial e não irei comentar publicamente os projectos apresentados nesta fase de votação.
Findado o comentário termino com um apelo à votação!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Dizer que não faltam grandes obras é... desconhecer parte importante do território!

Era uma questão que estava em espera, mas que, após ler as afirmações de Rui Rocha ao Jornal de Leiria, há coisa de 2 semanas, ganhou novos desenvolvimentos. 
Mas começando pelo princípio, vamos começar a desenrolar o novelo. Há 4 meses, quando abordei uma das questões mais quentes dos últimos anos aqui no azinheiragate (e que ainda não terminou...), Rui Rocha afirmou que afinal a ETAR do Alvorge afinal já não era para construir, tal como previsto no novo PDM de Ansião. Parece que de um momento para o outro o sistema de esgoto do Alvorge (bem como sistemas de pseudo-esgotos, a drenar para um aquífero?) já era para ligar à ETAR de Santiago da Guarda. Nesse momento fiquei confuso, já que Santiago da Guarda não tem uma ETAR mas sim uma EPTAR. E eu sabia que a EPTAR de Santiago da Guarda estava num estado que dispenso comentar, dadas as fotografias mais abaixo. E já não falo sequer da desadequação da mesma. Quase lembra a vergonhosa história da ETAR de Ansião, que demorou anos e anos a ser construída e quando foi feita já estava subdimensionada... Foi um péssimo cartão de visita de Ansião, pois a primeira sensação que tínhamos ao chegar a Ansião era mesmo o mau cheiro...



Na referida entrevista do autarca em causa, este referiu algo que me fez ficar algo perplexo. Depois de ser questionado sobre que grandes obras faltavam fazer em Ansião, este referiu que, e passo a citar "sinto-me feliz por dizer que não faltam grandes obras". 
É neste momento que "a porca torce o rabo", pois na seguinte questão, quando questionado sobre a taxa de cobertura do saneamento neste momento, Rui Rocha referiu que era de... 40%. Casando esta questão com a da ex futura ETAR do Alvorge, da EPTAR de Santiago da Guarda e com a problemática questão da poluição dos aquíferos em meio cársico, tenho apenas a dizer que faltam claramente grandes e estruturantes obras. Claro que sei que a questão da poluição dos aquíferos não é nem nunca foi uma prioridade para Rui Rocha, mas é uma questão muito mais importante do que aquelas que o mesmo considera importantes e/ou prioritárias. Sugiro-lhe que em vez de uma de muitas viagens à Alemanha e a outros destinos do costume, faça uma viagem ao berço do carso (ex. Eslovénia), onde poderá aprender muito e retirar ideias importantes para aplicar no nosso belo território, além de conhecer as boas práticas ali promovidas e já há muito desenvolvidas. Há falta de conhecimento e evidente estratégia neste domínio e já estamos todos a pagar por isso mesmo, mesmo ignorando o facto...
A ETAR de Ansião não chega para as necessidades, falta uma ETAR no Alvorge e uma ETAR em Santiago da Guarda, bem como uma nova abordagem num território muito peculiar, onde há muito casario disperso. Há que começar a reconhecer que o paradigma das ETAR´s em meio cársico não é nem pode ser o que ocorre noutros territórios, do tipo chapa 5. Há inclusivamente a necessidade de apostar em soluções do tipo fossas biológicas, que, nalguns casos, são mesmo a opção mais racional e eficiente para moradias unifamiliares dispersas.




sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Fiquei... parvo!


Não fiquei totalmente surpreendido, não só pelo facto de ser tristemente recorrente na região de Sicó, bem como por ser numa freguesia onde muita asneira se tem feito em termos ambientais e em termos de património construído. E não, não me venham com a conversa da treta, demasiado conveniente e altamente populista, que foi por causa da prevenção de incêndios florestais. Parece-me sim que agora temos um bom caminho para o pessoal dos eucaliptos, esse cancro nacional. E para deixar lixo na berma está um mimo...



Foi há poucos dias que fui alertado para esta situação, onde, alegadamente, a Junta de Freguesia de Santiago da Guarda promoveu o alargamento de um caminho de forma absurda. Muros de pedra? Estorvam, bota abaixo. Carvalhos, medronheiros e oliveiras? Estorvam, bota abaixo. Linha de água? Aterra, que não está aí a fazer nada. Rede Natura 2000? O que é isso? Identidade local? Diga lá outra vez? A vontade era tal que foi uma máquina giratória fazer o trabalho. E que belo serviço fez...




Por ter sérias dúvidas sobre a legalidade desta acção, que considero estapafúrdia, já solicitei a devida fiscalização às autoridades competentes. É por estas e por outras que todos os autarcas, onde se incluem os presidentes de junta, deveriam ter noções básicas no domínio ambiental. Caso tivesses não fariam tanta asneira por esta região e por este país.
Por acaso até conheço bem este local, daí saber que tudo isto era perfeitamente evitável, já que os carros de bombeiros passavam por ali. Havia apenas um gancho (curva) que poderia ter sido refeito, onde até um VFCI passava sem problemas.



Resta saber se as plantações de eucalipto que há por ali são legais e porque carga de água a suposta prevenção de incêndios se resume a um alargamento de estrada em pleno Verão. Resta saber porque é que olhando para ambos os lados do caminho se vê apenas "pólvora", na qual ninguém mexe...


E depois não venham mandar indirectas tipo "fundamentalismos que impedem o desenvolvimento", quando afinal de desenvolvimento territorial pouco percebem. Saliento que o termo fundamentalismo pode aplicar-se perfeitamente a este acto lamentável e não à denúncia do mesmo...


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um misto de orgulho e decepção...

Antes de mais, um enorme obrigado a todas as pessoas e entidades envolvidas na fabricação destes extraordinários embaixadores de Ansião e da própria região de Sicó, onde Ansião se insere. Os meus parabéns! Fiquei muito orgulhoso do que vi, pois tratou-se nada mais nada menos do que a nata da cultura deste belo concelho. Quem não teve a oportunidade de ir ver, e depois de ver estas imagens, deverá ficar um bocado roído de inveja...
Carros muito bem conseguidos, alguns particularmente originais, algo que nem sempre é fácil, mas um excelente conjunto de carros. Não querendo parecer injusto, e havendo vencedor, para mim seria a ALN (Netos) a ganhar, dada a originalidade do carro.
Mas eis uma amostra do que quem foi a Ansião pode ver. Eis o que cada um de nós, que lá foi, pôde ver, interagindo com os actores escalados para os carros, que fizeram um belo papel.











Mas agora vamos à parte da decepção. O dia escolhido para o cortejo foi desastroso. Fiquei tremendamente consternado ao constatar o reduzido número de pessoas que assistiram ao cortejo. Há poucos anos, eram milhares de pessoas a assistir, não se conseguindo sequer entrar na parte central, na zona da Câmara Municipal. No dia do cortejo eram poucas centenas de pessoas. Sábado foi um mau dia para o desfile, bem como a hora escolhida. Domingo deveria ter sido o dia escolhido, tal como costumava ser. Foram várias as pessoas apanhadas de surpresa com esta mudança...
Além disso falhou a divulgação do cortejo, pois só por si este traria milhares de pessoas ao cortejo. É precisamente isto, algo diferenciador e representativo da cultura local, que os visitantes procuram. Espero que daqui a 2 anos esta questão não volte a falhar.
Quanto às festas do concelho, quem entrasse em Ansião e não fosse para o lado da câmara municipal, não iria perceber que estavam a ocorrer as festas, algo de incompreensível, ainda mais tendo eu lido uma entrevista de Rui Rocha, ao Jornal de Leiria, onde ele fala ( e bem) na Marca Ansião, que falhou redondamente este fim-de-semana. Espero que algumas lições sejam aprendidas.
Na parte dos expositores, houve também algumas falhas. Não me parece que misturar as coisas resulte. Os stands deveriam ter sido devidamente agrupados pelas diferentes temáticas. Tal como estava não resultou muito bem. É outro pormenor que pode e deve ser repensado. Algo de positivo foi não ver os stands dos "marroquinos" que nada têm a ver com estas festas.
E já agora um pormenor que importa referir. Na exposição de fotografia "Olhar Ansião 2016", já agora, povoada com várias boas fotografias, houve uma falha grave no meu entender, ainda mais sendo um concurso com prémios monetários. Nada impedia que uma pessoa votasse 50 vezes na mesma fotografia, pois não havia controle algum. Esta questão tem de ser corrigida na próxima edição... No que me toca, votei na fotografia do latoeiro, que me pareceu uma excelente fotografia e diferenciadora.
Já agora, já irrita ver ano após ano as mesmas fotos do moinho da Serra da Portela, em Pousaflores. Havendo tanto património será que não poderemos ser mais originais?