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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

10 anos depois o terrorismo ambiental está de volta a Alvaiázere...




Foi um verdadeiro déjà vu. Depois de tudo o que se passou há 10 anos em Alvaiázere, não pensei que fosse possível voltar-se ao mesmo, e logo em dose dupla, imagine-se. Passaram uns dias e ainda estou profundamente chocado com o que vi. Depois de avisado que algo de grave se passava, fui rapidamente ao local, mas infelizmente o mal estava feito.
Por esta altura as autoridades já foram ao local, esperando eu que consigam descobrir tudo, de modo a punir severamente todos os envolvidos neste caso. As minhas fontes já me informaram de muita coisa, contudo não as irei divulgar. Irei apenas deixar as autoridades fazer o seu trabalho e efectuar uma análise aos factos em causa.
Começando pelos factos:
- Foi aberto um estradão, em plena Rede Natura 2000, que inicia no limite dos lugares do Vale da Couda e Vale da Mata, em Alvaiázere. Nas primeiras dezenas de metros, existia um caminho antigo, murado, sendo que um dos muros foi arrasado e desse lado tudo o que era arvoredo desapareceu, seja azinheiras, carrascos e carvalhos. Mais adiante o caminho desviava para a serra de Ariques, contudo o estradão teve seguimento onde não existia caminho algum. Nesse trajecto tudo foi arrasado, azinheiras,  carvalhos, lapiás, etc. O estradão tem sensivelmente 1500 a 2000 metros. Curiosidade (ou não), o estradão foi feito de forma cirúrgica, correspondendo quase que ao limite de freguesias, entre Alvaiázere e Almoster. Curioso também o facto de ver ali placas novas das zonas de caça. Diria que este estradão calha muito bem às associações de caçadores respectivas. É também curioso que tudo tenha sido feito de forma apressada, tendo inclusivamente sido feito algo de muito... suspeito. Falo, claro, da queima das azinheiras e carvalhos abatidos, no local. Houve algumas que não foram queimadas porque a chuva deve ter perturbado a queima. E algo de muito caricato, ou seja esconderem algumas das azinheiras por detrás dos lapiás arrancados. Será que são tão ingénuos?
Esta gente não deve imaginar que basta pegar num gps, fazer o caminho, de forma a ter o traçado exacto do estradão ilegal e depois sobrepor a um ortofoto. Deste modo é possível saber o número exacto de azinheiras, carvalhos e afins, que foram destruídos. Esta gente não aprende?
Irei esperar que a investigação aponte as pessoas e as entidades implicadas neste escândalo, muito embora já saiba quem são algumas delas. E há factos muito curiosos...













- Foi aberto um outro estradão, desta vez à saída do lugar das Bouxinhas, Alvaiázere. Este tem sensivelmente 500 metros e foi feito de raiz, arrasando tudo o que encontrava à frente, azinheiras, carvalhos, etc. Fica no limite das freguesias de Almoster e Alvaiázere, bem como das zonas de caça respectivas... Novamente vestígios de queima de tudo o que foi arrasado em termos de vegetação, em plena Rede Natura 2000. Mais uma vez, vendo o ortofotomapa vê-se o que não se quer ver, ou seja a quantidade de azinheiras destruídas...
Não sei como isto é possível, fazer tábua rasa de tudo o que é realmente importante, ordenamento do território e Rede Natura 2000. Nada disto faz sentido algum. Destrói-se tudo porque alguém tem interesse nisso. A legislação não protege tal como era suposto e as coisas não vão voltar a ser como eram. Os últimos redutos deste território estão a ser saqueados, é a triste realidade.
Tenho vergonha que isto seja possível também na região de Sicó. Tenho vergonha de constatar que ainda há mentalidades terceiro mundistas, que promovem o que aqui denuncio e acham isto normal. Sei de quem já foi ameaçado por falar publicamente desta situação...
Divulguem, debatam, revoltem-se, pois isto é inaceitável!!!






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Porcos por vocação ou por convicção?!


Infelizmente não é a primeira vez que aqui falo sobre porcalhões. Infelizmente não deverá ser a última, pois há porcos que vão continuar a ser o que mais gostam, porcos.
Tenho vários amigos caçadores, dois ou três até costumam ficar "tocados" com este tipo de comentários, muito embora não façam parte do clube dos porcalhões. De certa forma compreendo isto, pois em qualquer "clube" temos a tendência a proteger-nos uns aos outros. Mesmo assim costuma ser pacífico, pois sei que eles não se reveem nos actos ilustrados por estas duas fotografias.
Pormenores à parte, não compreendo porque é que um qualquer caçador não tem de entregar um cartucho cada vez que compra um novo. Esta seria uma excelente forma de promover a reciclagem deste tipo de resíduos. E nem daria trabalho, pois o caminho de ida, para a entrega dos cartuchos na loja, é o mesmo de regresso à fábrica.
Não faço ideia de quantas centenas de milhar de cartuchos são mandados para o chão por gente reles e sem escrúpulos. Sei apenas que este cenário continua a ser recorrente. Estas duas fotos são de um mesmo caminho, no limite entre Ansião e Penela, onde pelo menos dois porcalhões decidiram que é fixe deixar o seu lixo, pois das duas uma, ou alguém, como eu, vai apanhando alguns, ou ficam ali simplesmente a degradar-se por muitos e longos anos. E as associações de caçadores da região pouco fazem para mitigar este problema...
O único local onde vi recipientes para recolha de cartuchos, entretando desaparecidos, foi ali pelos lados das Serras da Portela e do Castelo (Pousaflores).
Se vocês tiverem amigos ou conhecidos, caçadores, abordem este problema, pois pode ser uma boa forma de começar a mudar mentalidades retrógadas e imbecis. Nada fazendo, o cenário continuará a ser este. Será que querem que assim continue?!