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domingo, 14 de outubro de 2018

Não é apenas uma fachada, é algo mais do que isso...


Lembro-me de um trabalho académico que fiz há coisa de 15 anos, numa disciplina que dava pelo nome de geografia urbana. Este trabalho ficou na memória porque permitiu-me adquirir conhecimentos particularmente interessantes no domínio da urbe e de tudo o que ela pode significar. Nestes conhecimentos entra a questão da perspectiva, a qual foi adquirida através de um processo bastante curioso. Basicamente andámos pela zona histórica de Setúbal a percorrer cada um dos edifícios, tentando saber qual a actividade económica que era desenvolvida naquele espaço no presente, mas também no passado. Este levantamento foi feito para o rés-do-chão e para o primeiro e segundo piso. No primeiro andar prevaleciam os negócios, enquanto que no primeiro e segundo piso já predominava a habitação. Feitos os mapas, teve-se uma visão bastante curiosa sobre a evolução da tipologia de ocupação e da respectiva evolução ao longo de algumas décadas.
Isto tudo para introduzir uma perspectiva que raramente é factualmente percepcionada pelas pessoas. Quando aplicada à região de Sicó, a coisa ganha um novo sentido, já que não tenho ligação alguma com Setúbal, mas tenho uma conhecida ligação com, por exemplo, Ansião. Lembrei-me de registar esta imagem para este propósito. Para os mais novos, a fachada que consta na fotografia que acompanha este comentário não diz muito. Diria até que a maioria dos mais novos nem se apercebe que há ali uma fachada e que por detrás dela há um mundo diferente, numa espécie de colagem urbanística.
Para mim há ali uma fachada e um edifício por detrás dela. O edifício nada me diz, ao contrário da fachada, que, para mim, representa parte da minha identidade e memórias importantes. Era ali que antigamente se situava o posto da GNR de Ansião, no antigo edifício do qual resta apenas a fachada. Era também ali que se situava uma oficina de bicicletas (irmãos David), a qual eu frequentava regularmente, dado o facto de que as bicicletas fazem parte do meu ADN há mais de 3 décadas.
Por tudo isto e por muito mais é que é importante acautelar estas questões na hora de fazer urbanismo. A identidade local é única e intransmissível. Perturbar a identidade local é algo de grave, daí trazer aqui este tema, de forma a vos fazer pensar nesta importante questão. Sem pensarmos nesta e noutras questões o espírito crítico não se desenvolve e o exercício da cidadania fica enfraquecido, tal como é tristemente frequente e como aliás está bem presente na Vila de Ansião. É tudo...

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Cortar ou não, eis a questão...


É mais um assunto que acompanhei de longe, por ter estado ausente de Ansião durante umas semanas. Tal como no último caso que destaquei aqui no azinheiragate, apenas agora, já depois de ter ido ao local, venho então comentar o caso e dar a minha opinião.
Para quem não sabe, ali naquele passeio, onde está aquela calçada mais branca, estavam árvores, se bem me lembro tílias. Trata-se apenas de um troço de passeio problemático em frente ao centro de saúde de Ansião. Durante anos a fio foi um problema a localização destas árvores, já que estavam posicionadas no meio do passeio e tornaram-no intransitável a cadeiras de rodas, dificultando também a locomoção de pessoas com algum tipo de dificuldade. Quem, como eu, teve de ir com doentes aquele centro de saúde sabe o calvário que era. É apenas um exemplo de mau planeamento do arvoredo que se vê pela Vila de Ansião, típico de tanta vila ou cidade portuguesa...
Possivelmente tendo em conta esta situação, a autarquia local terá decido proceder ao corte destas 3 ou 4 árvores, ficando tal como a foto mais actual o mostra. Isto levou a algumas críticas, umas honestas e outras nem por isso.  Digo que outras "nem por isso" porque estas últimas foram feitas por algumas pessoas que no início de 2017 nada disseram nas redes sociais sobre uma outra situação, em Chão de Couce. Uma delas, que há poucos dias me mandou uma indirecta, que nem ex boy da jota, num jornal propriedade de vários elementos de um partido político, nem chilrreou aquando do abate daquela árvore monumental em Chão de Couce, armando-se agora em rouxinol da denúncia. Será que a perda do ninho muda assim tanto alguém? Será que bebeu demasiada água poluída ali pelos lados do Alvorge?! A bela da politiquice hipócrita... Já li também curiosos comentários de duas destas pessoas em especial, as quais ainda há poucos meses desesperavam com as minhas críticas e que nos últimos meses têm mandado umas indirectas a ver se colam, pensando agora que me podem dizer quando é que comento o que eu entendo no azinheiragate, de forma a fazer-lhes um frete político. A eles, em especial, digo apenas uma coisa que um amigo meu, curiosamente da mesmo cor política deles, embora sem historial de cargos de nomeação política, dizia sobre mim, de forma séria, imparcial e honesta, ou seja que eu não faço favores a ninguém... Não tenho filiação partidária ou sequer preferência partidária, lamento desiludir-vos rapazes! Sim, eu sei que, para vocês, sou persona non grata. Grato pelo elogio e se a azia ainda não passou... temos pena! 
Quanto às críticas honestas, uma das que ouvi foi de que a retirada das árvores notou-se bem, algo que posso confirmar, já que à parte de ter estudado estas matérias (em espaços verdes e em climatologia local), já vivi numa cidade onde notei bastante, em termos de barulho, a retirada de duas árvores de pequena dimensão da rua à frente do edifício onde estava (uma barreira verde consegue reduzir o barulho cerca de 30% e diminuir a temperatura no Verão cerca de 2 ou 3 graus, dependendo do espaço verde). Outra das críticas que li nas redes sociais é que se devia ter transplantado estas árvores. Quanto a esta última questão, discordo, já que se trata de uma operação complexa que, no meu entender só se justifica se a árvore tiver valor botânico/patrimonial de realce, o que não é o caso.
Quanto à retirada/abate destas 3 ou 4 árvores, concordo com a decisão, já que além do mau estado do passeio, era muito complicado para alguém de cadeira de rodas ir ao centro de saúde. Ou seja, a acção foi justificada e focada onde o problema tinha maior relevância. Há outras ruas onde o problema é semelhante, contudo é diferente daquele troço de passeio adjacente ao centro de saúde. Claro que ninguém gosta de ter de cortar árvores, mas nalguns casos é a opção mais acertada, como foi o caso. Acontece também ter de cortar árvores que destroem as canalizações.
Por uma questão de curiosidade, pedi uma segunda opinião a um colega geógrafo, que fez comigo a disciplina de "Espaços Verdes", ainda no tempo da nossa licenciatura, mas que depois se especializou, através de um doutoramento, em botânica. A opinião dele coincide plenamente com a minha, algo que eu esperava.
Como mitigar a questão. Há duas hipóteses, a primeira duvido que agrade a alguns dependentes do popó, já que inclui a perda de 2 ou 3 lugares de estacionamento (onde novas árvores poderiam ser plantadas). A segunda poderia passar por plantar novas árvores nos espaços verdes ali existentes, como por exemplo um dentro do perímetro do centro de saúde, a escassos 2 metros da antiga localização das árvores retiradas. Eu optaria pelo redimensionar do estacionamento, de forma a poder plantar várias árvores, entre estacionamentos, possibilitando daqui a uns anos a retirada das restantes árvores dos passeios, já que representam, de facto, um problema para a mobilidade e daqui a uns anos, quando aquela rua tiver  maior densidade de construção (inevitável...), o problema ganhará nova dimensão e voltaremos à mesma conversa.
Importaria também pensar agora na solução a médio prazo para outras ruas, estas menos problemáticas. Planeamento exige pensamento crítico, de forma a evitar o que agora se passou, por mera falta de planeamento na década de 90 (na rua em causa) e antes disso (noutras ruas).



sábado, 18 de agosto de 2018

Restaurado? Olha que não, olha que não...


Era um ícone patrimonial com o qual me cruzei literalmente milhares de vezes, algo de normal sendo eu de Ansião. Era um dos ícones de Ansião, surgindo sempre destacado nas pesquisas na internet, e não só, sobre Ansião ou sobre o turismo desta região. Há poucas semanas tudo mudou, pois o painel histórico foi destruído, dando lugar a um novo painel. Era um elemento patrimonial de grande importância, daí a compreensível polémica que se seguiu após a destruição do painel de azulejos.
Acompanhei este caso ao longe, facto que não me permitiu falar sobre o caso até agora. Contudo fui falando com algumas pessoas e percebendo o que se passou. No fim-de-semana das festas de Ansião voltei finalmente ao meu habitat, do qual não me consigo separar, e fui fazer o necessário reconhecimento.
Após este regresso a Ansião estou então em condições de comentar o caso, fazendo desde já uma ressalva importante, a de que irei separar este comentário em duas partes:

1ª parte - Pelo que me foi dito, não era suposto isto ter acontecido, contudo, e infelizmente, o tempo não volta atrás e o painel original está perdido, não havendo volta a dar... Qualquer intervenção naquele painel deveria em primeiro lugar ter sido publicitada, havendo necessidade de informar os munícipes e, caso houvesse alguma intervenção de fundo a fazer, esta deveria ser debatida pelos cidadãos, tal como acontece noutros países relativamente a estas questões. A Câmara Municipal de Ansião falhou na gestão desta desastrosa intervenção, a qual resultou na perda de um elemento patrimonial único. Sei que já reconheceu o erro, contudo, e tal como já referi, não há volta a dar, a perda total do painel é permanente e definitiva, algo que lamento profundamente. 
Prosseguindo, gostaria de saber quem foi a pessoa que cometeu este atentado ao património, já que há uma lei recente que, teoricamente, protege o património azulejar, algo que não aconteceu. Como é possível alguém que lida com azulejos seja, em vez do seu salvador, o seu destruidor? Que competência profissional tem a pessoa que fez esta intervenção desastrosa?! Esta pessoa deveria ser impedida de lidar com património azulejar, de forma a prevenir mais destruição do nosso património azulejar! Deveria ir directamente para uma lista negra, onde estivesse o nome de todos aqueles que trabalhando na área, atentassem contra este património azulejar. É certo que a Câmara errou, mas seria de esperar que quem fez aquilo dissesse como as coisas têm de ser feitas e dissesse preto no branco à Câmara que aquele painel não poderia ser destruído sequer. Além de não o ter feito, é responsável pela destruição daquele painel de azulejos e de um dos ícones patrimoniais da Vila de Ansião. E depois ainda teve a lábia de escrever no novo painel que foi restaurado...
O painel original estava a precisar de uma intervenção, já que a área proximal à torneira, em baixo, estava um bocado degradada, mas nada de irrecuperável! As técnicas actuais já possibilitam isso mesmo, desde que a intervenção seja feita por uma pessoa credenciada e competente. Uma breve intervenção resolveria e manteria o painel durante mais umas décadas sem problemas de maior.


2ª parte - Quando isto aconteceu, surgiu a natural reacção dos ansianenses, umas mais honestas, outras nem por isso. Digo "nem por isso" porque se há coisa que me irrita é a hipocrisia. A crítica é bem vinda, a hipocrisia não! A crítica aponta os problemas e contribui de forma decisiva para que actos como este não se repitam, ganhando todos com isso. A hipocrisia não faz nada além de mostrar o quanto incoerentes algumas pessoas podem ser.
Nunca pensei que no espaço de poucos meses algumas pessoas que se mantinham caladinhas aquando de outros casos, de destruição de património, se transformassem em proeminentes activistas do património. A politiquice tem destas coisas. 
Vi dois casos em especial. O primeiro de uma pessoa que até há poucos meses não tinha esta veia de activista do património, na forma de denúncia pública em Ansião. "A primeira coisa" que fez foi fazer-se membro de um grupo do facebook do qual até então não fazia parte, o "Azulejos de Portugal", onde denunciou o caso. Será que se isto tivesse acontecido há uns meses teria feito o mesmo? Fica a questão...
O outro caso foi o de um ex vereador, que, postou na sua página do facebook a notícia sobre o caso, que constava no Jornal de Leiria, afirmando "e assim se faz notícia da minha terra na imprensa regional!". A hipocrisia fê-lo estar calado durante anos, enquanto dezenas de casos ligados à destruição do património em Ansião saíram na imprensa regional. A bela da hipocrisia no seu auge. Aposto igualmente que se este caso se tivesse passado há alguns meses, o indivíduo em causa nada diria de forma pública. Exemplos como estes mostram o quanto hipócrita pode ser a política, ou mais precisamente a politiquice. Aplaudo a crítica, condeno a hipocrisia! Aplaudo a política, condeno a politiquice! Eu já me deixei de politiquices há muitos anos e não foi por mero acaso...


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vejam o que perderam este fim-de-semana! Roam-se de inveja...

Este fim-de-semana ocorreu mais uma edição do cortejo alegórico, em Ansião, nas festas do concelho. Trata-se de um evento que é simplesmente excepcional, onde o associativismo mostra a sua saúde e pujança e nos honra com belos carros alegóricos. Não há vencedores, pois todos são vencedores, há sim sempre um ou dois que, por um qualquer motivo se destacam. 
No cômputo geral, foi um desfile muito bom, onde se mostrou que também o simples pode ser fabuloso. Havia carros menos e mais elaborados, todos eles cumpriram os objectivos. Todos estão de parabéns e se devem sentir orgulhosos. 
Estranhei o novo trajecto do cortejo, mas confesso que gostei do mesmo, sendo, para mim, um trajecto que favorece mais o cortejo e quem está a ver o cortejo.
É sempre complicado destacar os tais carros que se destacam mais, até porque por vezes se trata de uma questão de gosto ou sensibilidade. Destaco dois, sem querer parecer injusto para com os outros, já que, como atrás referi, são todos vencedores. O carro da Torre (segunda foto e primeiro vídeo) e o carro da ALN (sétima foto e segundo vídeo). O carro da ALN surpreendeu-me bastante, dada a brilhante ideia que tiveram (que bela obra de arte!). É mais uma peça de museu, para ser exposta num espaço digno do mesmo.
Resumindo, é um orgulho ver tudo isto, e é um orgulho ter um associativismo que nos brinda com o que de melhor tem. Eu tive a oportunidade de observar com atenção todos os pormenores dos carros antes de eles entrarem na "arena", algo que enriquece ainda mais a experiência. Deu para ver pormenores fantásticos, que mostram bem a dedicação do pessoal em prol do património e da cultura. Quem não teve a oportunidade de ver este cortejo alegórico deve estar arrependido de não ter ido. O remédio? Simples, vir ao próximo cortejo alegórico, numa próxima edição...















quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Diziam eles que o granito era melhor do que o calcário porque não partia...


Há uns anos, aquando as obras de regeneração urbana, na Vila de Ansião, que descaracterizaram a identidade da mesma, com a utilização de granito onde afinal o calcário é rei e senhor, manifestei o meu profundo desagrado pelo facto, bem como pelo processo de participação pública, que serviu apenas para inglês ver. Apontei os factos, centrando-me fundamentalmente na perda de identidade causada por obras chapa 5, que utilizaram materiais que nada têm a ver com a identidade local, num claro desrespeito pela mesma. De uma forma muito resumida, aquando obras de regeneração urbana, os traços identitários têm de ser respeitados e, por isso, todos os materiais têm de ser devidamente enquadrados, integrados e a população tem de ser ouvida, de facto. Digo de facto porque, de facto, não foi isto que aconteceu. Foram pedidos contributos, contudo as obras estavam prestes a começar, impedindo assim a aplicação da esmagadora maioria dos contributos. Resumindo, foi um processo que basicamente não serviu para nada a não ser para que se pudesse dizer que a população tinha dado o seu contributo, quando, de facto, isso não ocorreu na sua globalidade. A população não teve a oportunidade de se sentar antecipadamente a uma mesa com os autarcas, técnicos autárquicos e empresa que fez a obra, de forma a debater a obra...
Nessa altura, e tendo eu criticado a utilização de granito, em vez de calcário, houve algumas vozes que afirmaram que o calcário partia/degradava facilmente, mesmo que sem competências técnicas para afirmar seja o que for, de forma séria e justificada, sobre as propriedades destas rochas. Eis, que, passados poucos anos, está à vista o conhecimento desses sabichões da tasca. Como se costuma dizer, uma imagem vale por mil palavras...

terça-feira, 5 de junho de 2018

É isto que queremos para Sicó, terrorismo ambiental puro e duro?!



É algo irónico estar a escrever este comentário precisamente num dia de festa, em que deveria falar de aspectos positivos, na temática ambiental. Hoje, 5 de Junho, é o Dia Mundial do Ambiente.
Deparei-me com esta situação no domingo, em Ansião, já depois de há umas semanas, aquando do debate do Farpas Pombalinas, ter sido abordado por um senhor de Ansião, que me disse que havia algo de grave a passar-se para os lados de Santiago da Guarda, Ansião. Apenas agora pude ir ao local e acabei por ir directamente ao local, algo que não é assim tão fácil...
Chegado lá fiquei perplexo e profundamente desiludido por Portugal ser uma república das bananas, onde o eucalipto e a fome de ganhar dinheiro rápido e sem esforço, justifica que se arrase tudo o que temos de bom. Trata-se de uma extensa área, com alguns hectares, situada em Reserva Ecológica Nacional, que foi literalmente arrasada para mais uma plantação de eucaliptos. Carvalhal, medronheiros e outros mais, foi tudo arrasado. Apenas um sobreiro ali ficou, pois se calhar dava muito nas vistas cortar... As máquinas fizeram o resto e até as lajes calcárias e os lapiás lavraram. Mesmo que quem fez esta parvoíce pague uma multa, nada irá ser como dantes. O que existia não será reposto e assim a asneira compensa. É esta a triste realidade. 
A maioria das pessoas não se apercebe da gravidade da situação, ainda mais porque se tem multiplicado pela região de Sicó. Nas décadas de 80 e 90 foi a eucaliptização de uma extensa área, que ainda apanhou Ansião, mais na freguesia do Avelar. Desde então, e "pela calada", está a acontecer o mesmo a outras áreas da região. É assustador constatar o que se está a passar e a escala a que se está a passar. É assustador ver que a política florestal em Portugal resume-se a isto e pouco mais, baixar as calças em prol do lóbi do eucalipto. Vale tudo!
É por estas e por outras que não me chateio muito quando o eucaliptal arde. É por estas e por outras que não me canso muito e não arrisco nada quando arde eucaliptal. Quem os mandou plantar que se canse e que arrisque a sua vida a proteger o seu investimento. Pelos sobreiros, azinheiras, carvalhos, medronheiros e outros mais, por esses arrisco e sou capaz de mover mundos para os preservar.
O país e a região de Sicó estão a esvair-se das suas maiores riquezas, e o eucalipto agradece. Daqui a uns anos quem promove este tipo de intervenções vai dizer:
"meu deus, o que é que eu fiz?"






sábado, 5 de maio de 2018

Envolvam-se no orçamento participativo de Ansião, mas sem batota!


Faltam pouco mais de duas semanas para que finde o prazo de apresentação de propostas para o orçamento participativo de Ansião, portanto nada como relembrar-vos do facto e desafiar-vos a apresentar propostas sérias, criativas e válidas. Eu ainda não apresentei, contudo estou a matutar algo.
Em 2017 o cenário não foi o melhor, já que, alegadamente, houve batota de duas das principais candidaturas, uma ao disponibilizar boletins de voto onde não era suposto, outra ao, alegadamente, monitorizar as votações através do conhecimento prévio das mesmas, facto que lhes terá permitido gerir a coisa a seu favor. Este último caso foi, para mim, uma má surpresa, ainda mais porque fui confrontado por um indivíduo dessa mesma candidatura, numa lógica de dura crítica à outra candidatura e dura crítica (e ofensa pessoal...) ao facto de eu ter abordado a questão, sem tabús. Foi realmente curioso alguém ligado a uma candidatura que fez batota armar-se em moralista, falar em ética e achar-se especialista da coisa, dizendo mal de tudo e todos e omitindo a batota da candidatura que defendeu com unhas e dentes. Numa palavra, vergonhoso...
Mas voltando ao fundamental, é muito importante apresentarmos bons projectos neste Orçamento Participativo 2018. Não precisa de ser um projecto que açambarque todo o orçamento, mas um projecto útil, válido e criativo se possível. A lógica dos orçamentos participativos não é tapar buracos do orçamento municipal, tal como se viu na edição de 2017, mas sim envolver os cidadãos numa desejável democracia participativa. É certo que estes processos não correm bem à primeira ou à segunda vez, dado o chico espertismo de alguns, mas o caminho faz-se caminhando e isso faz parte deste tipo de processos. Não tenham receio de apresentar ideias, pois de ideias aparentemente "parvas" tem surgido projectos excepcionais por este país fora, os quais mudam a vida de muitos e vivência de muitos mais.
Por isso e muito mais, fico à espera de ver as vossas ideias candidatas a este orçamento participativo! E não se iludam, pois no caso de tentarem fazer batota, há uma probabilidade muito elevada de eu descobrir. Fica o aviso...

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Como não fazer um percurso pedestre...



Volto a um tema que já não abordava há uns tempos. Durante a feira dos pinhões, e quando estava no posto de turismo de Ansião, fiz algo que costumo fazer quando estou neste tipo de infra-estrutura, ou seja, analisei os conteúdos ali presentes de uma forma crítica. Gosto de analisar o marketing territorial que se vai fazendo por estes lados.
Houve uma brochura que me chamou à atenção, mais concretamente a brochura do percurso pedestre que dá pelo nome de Rota do Bonfim. Porquê? Simples, porque há muitas incoerências e porque é isto que não se deve fazer. Não sei há quanto tempo esta brochura foi feita, mas presumo que há largos meses ou alguns anos.
Em primeiro lugar quando se elabora um percurso pedestre, este deverá seguir uma série de regras básicas, a começar pelo facto de ser suposto corresponder ao que se está a "vender". Vejo uma Rota do Bonfim, mas não vejo um percurso que corresponda ao que se anuncia. Mais parece uma má colagem de uma Rota de Bonfim com uma Rota do Rio Nabão. Não há uma única foto do Bonfim, havendo várias que correspondem à temática do Rio Nabão.
Mas vamos a mais pormenores. O mapa de localização inicial, de Ansião, é muito fraco mesmo (típico em tantos conteúdos deste género..). Já o mapa onde consta a Rota do Bonfim podia ser melhorado, a começar pela obrigatória escala gráfica, que ajuda o visitante a ter uma noção das distâncias. A base cartográfica também deveria ter sido aproveitada de outra forma, já que a cartografia do IGEOE assim o possibilita.
Sobre os textos, podiam estar melhores, bem como as traduções, do tipo google translator... E o português tem claramente de ser melhorado, pois há frases sem sentido, facto incompreensível... (ex. "A Rota do Bonfim no parque verde do Nabão, a 500 metros da nascente do rio e no local que em tempos marcou o cruzamento do IC( para a Constantina."). E sobre a alusão à observação de plantas e aves, quais são elas?! É este tipo de erros que urge corrigir e melhorar.
Na minha opinião este percurso pedestre terá de ser redefinido e melhorado, pois em termos de marketing territorial não é uma boa publicidade. Há falhas que têm obrigatoriamente de ser corrigidas, a bem da qualidade e do marketing territorial. Ansião agradece.

domingo, 22 de abril de 2018

Chamada à recepção!

O bom de se ser alguém conhecido e de se ter alguma influência é apenas e só o facto de ter o poder de influenciar as pessoas no bom sentido, em prol do património, da cultura e das causas nobres. Contribuam sff e sejam generosos com quem cuida de vós dia após dia, ano após ano, dia ou noite, faça chuva ou faça sol! 



terça-feira, 27 de março de 2018

Carvalhos nos mosaicos romanos: histórias que valem a pena ser conhecidas!


Há uns tempos, e quando, visitei mais uma vez o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, a minha atenção fixou-se num elemento que constava num belo mosaico romano. Era uma folha de carvalho que me prendeu a atenção. Falei então com quem sabe sobre o mosaico, a professora Cláudia Santos, que é quem sabe e com quem vale a pena falar especialmente sobre esta questão.
Lembrei-me que poderia ser muito interessante convidá-la para escrever umas linhas sobre esta questão, de forma a que conheçam apenas a ponta do iceberg e se sintam "obrigados" a visitar aquele belo espaço monumental e conhecer a sua história. Assim, abro mais uma excepção e deixo-vos com um pequeno comentário que não da minha autoria. Sempre que se justifique farei isto mesmo.
Deixo-vos então com um texto de leitura obrigatória: 

"O carvalho, Guardião da Floresta


Guardiões do  tempo, os carvalhos  centenários  que nos rodeiam  encerram, em cada um dos seus veios, segredos da História.
Gerações de todas as Eras plantaram esta árvore imponente, reconhecendo a sua importância, não só como fonte de alimento e de calor, mas como presença inegável da Mãe Natureza.
Facilmente imaginamos druidas celtas a partilharem conhecimentos debaixo dos seus frondosos braços, soldados lusitanos e romanos a descansarem à sua sombra, muçulmanos e cristãos a calcorrearem as serras em combate ou em lazer e a cultivarem as várzeas sempre com estes gigantes da floresta por perto, como que a protegê-los e à sua descendência.
AH, se eles pudessem falar, contariam melhor a nossa História do que as folhas de papel dos livros que lemos e relemos à procura de uma identidade ou de viagens imaginárias; falariam de todos aqueles que povoaram a Península Ibérica e que a transformaram numa aldeia global; dos reis de que reza a História e que desta árvore precisaram, fosse para alimento dos animais através desse fruto precioso que é a bolota, fosse para construção de caravelas e naus; dos nossos antepassados directos, uns agricultores e pastores, outros serradores, que sempre respeitaram este gigante das florestas.
Apreciar a Natureza em todas os seus aspectos é reconhecer a nossa origem e    deveremos redobrar o nosso esforço para a ver em todos os lugares e sob todas as formas. Desde lendas e mitos a contos infantis, de forais manuelinos  a histórias de família, a referência ao carvalho (num sentido lato, que inclui também o sobreiro e a azinheira) comprova o seu papel inegável na vida de todas as espécies.
E é por Terras de Santiago da Guarda que temos o privilégio de viajar na história e ao focar o nosso olhar em mosaico romano "ver" a mudança das estações do ano na panóplia de cores presente nas tesselas que formam folhas de carvalho.
É no maior painel de mosaico romano exposto desta forma, em Portugal, sito na loja do Complexo Monumental de Santiago da Guarda,  que a par de outros motivos, nomeadamente motivos geométricos e de labirintos de cruzes suásticas, nos aparece este motivo vegetalista - a folha do Quercus, que marca um território.
Olhamos para o exterior e vemos que estamos rodeados de um imenso carvalhal - estes romanos  não deixavam nada ao acaso!
E quando o nosso gigante das florestas cai antes do seu tempo, quão elefante, a cair devido à ganância do homem, o nosso coração sangra..."

Cláudia Santos



sexta-feira, 9 de março de 2018

O estradão das Serras da Portela, Casal Soeiro e Ameixieira...


É uma estrada pela qual todos os que querem ir à Serra da Portela (Pousaflores) têm de passar, pelo menos os que, de carro, querem ir ver o miradouro, tipo chapa 5, do Anjo da Guarda, o parque eólico ou o melhor, o moinho de vento, que de vez em quando expõe as suas velas ao vento. Continua a ser um local agradável de ir e curiosamente local de belas fotografias em concursos de fotografia.
Pode parecer, para alguns, estranho o facto de eu estar a abordar um tema tão pouco interessante como uma estrada, mas já vão compreender...
Seja para quem vai à Serra da Portela, à Serra do Casal Soeiro ou à Serra da Ameixieira, é inevitável passar num estradão que, a cada Inverno que passa, fica em mau estado onde o declive é mais acentuado. A solução tem sido espalhar brita de forma recorrente. Ou seja, em vez de se resolver um problema, está-se, por um lado, a adiar a resolução do mesmo e, por outro, a criar outro problema, já que o perfil vertical do estradão aumenta ano após ano. Resumindo, não se vai ao cerne da questão. Anda-se basicamente a ir buscar brita a pedreiras de calcário, degradando assim mais a paisagem, para espalhar a brita na... serra...
Alguns dirão para se alcatroar, ao que eu respondo, basta de atentados ambientais nestas serras. Já chegou bem o crime que ali fizeram em meados da década de 90, quando uma máquina obliterou o topo da serra da Portela sem justificação alguma.
Há soluções ambientalmente sustentáveis e sem impacto visual que não interferem com a identidade daquelas serras, portanto há que pugnar por uma solução pensada por quem sabe. Não se pretende uma solução à chico-esperto nem à tuga, pois disso estamos fartos!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Como é isto possível?




Fiquei perplexo quando me apercebi desta obra (Dezembro de 2017), já que esta obra foi feita a escassos metros da captação de água dos Olhos de Água, actualmente desactivada (muito embora num futuro próximo possa vir a dar novamente jeito...). Já não é a primeira obra que choca contra o perímetro de protecção de captações de água subterrânea, contudo trata-se de uma obra muito recente. Não sei se esta obra será legal, mas irei indagar sobre o facto.
Infelizmente os recursos aquíferos são muito maltratados na região de Sicó e Ansião não é excepção, daí andar a tentar promover uma iniciativa que poderá ajudar a mudar o paradigma. A ver vamos...
Para quem possa vir a dizer que não há problema com esta obra, eu tenho apenas a dizer que ali por baixo existe um aquífero de dimensões consideráveis e a obra em causa é apenas mais um foco inevitável de poluição...
Deixo-vos com uma imagem que regularmente utilizo quando pretendo abordar esta questão:



sábado, 27 de janeiro de 2018

Onde pára a história da Ponte da Cal?


O projecto da Villa Sicó é bastante interessante, contudo tem tido falhas que eu considero inaceitáveis. Ontem andava a matar saudades da minha terra, que nem turista, quando me deparei com esta placa sobre a Ponte da Cal, na Vila de Ansião. A minha primeira reacção foi positiva, contudo só até ter lido os conteúdos. Ou seja, temos ali uma placa aparentemente alusiva à Ponte da Cal, mas que, no concreto, falha os seus objectivos, já que fala de muita coisa menos da história da Ponte da Cal. É, claramente, uma placa que não só confunde, como não contribui para esclarecer e informar quem por ali passa, algo de inaceitável numa estratégia de divulgação turística e histórica.
Há duas histórias sobre esta ponte, a que desde miúdo me contaram e a história descrita por quem de direito, os historiadores, contudo nenhuma delas consta naquela placa informativa.
Fica a sugestão para uma necessária reflexão sobre uma questão que não pode ser menorizada. Falo, claro de uma reflexão por parte da Terras de Sicó, entidade com responsabilidades nesta matéria. 
Fica também o convite para que cada um de vós, ansianense ou turista, passe por este local e veja por si próprio. Podem também observar a outra ponte, a qual perturba gravemente a visualização da Ponte da Cal. Foi mais um de vários erros crassos do anterior executivo da Câmara Municipal de Ansião, que falhou redondamente na projecção de uma ponte que se compreende, mas cujo posicionamento é simplesmente absurdo, dada a proximidade à Ponte de Cal. Uns metros para o lado e a coisa seria bem diferente...


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Apresento-vos as raríssimas análises à "água" do Alvorge

Em Abril de 2016 a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava ao Jornal Terras de Sicó sobre este caso, que a água saía límpida para uma linha de água, facto que cedo demonstrei que era mentira. O anterior executivo municipal deu cobertura a esta situação, já que além de alegadamente ter sido quem construiu aquele esgoto/dreno ilegal, sempre manteve o apoio a quem poluía e continua a poluir.
Hoje, 19 de Dezembro de 2017 eu tenho um presente para esta senhora, que conheço há quase 30 anos. Trata-se, nada mais nada menos, do que análises da "água" que ela afirmava que saía límpida para uma linha de água. Os resultados são bastante comprometedores, bastando olhar para os valores decorrentes das análises. São resultados que me envergonham enquanto ansianense que preza o seu território e que não dão margem para dúvidas. São resultados que mostram que temos muito que evoluir, já que até agora se deu primazia ao interesse privado em detrimento da saúde pública de milhares de pessoas. Espero que os resultados que saíram da análise da "água" sirvam, de vez, para que este atentado ambiental tenha um fim de uma vez por todas.
Quem perceber mais disto, pode comentar, já que não é fácil que todas as pessoas compreendam, de facto, os resultados nem o que está em causa. Trata-se de contaminação dos aquíferos e de uma questão de saúde pública. Espero que se promova um estudo sobre o real estado da água dos aquíferos, já que a água é um recurso imprescindível para a nossa sobrevivência. E além disso o dinheiro não mata a sede, é a água que o faz. E se alguém polui a água, terá de pagar um preço bem alto!
Agora partilhem, já que presentes destes são raríssimos! Cheque-mate...



Apaguei destes documentos alguns dos meus dados pessoais, portanto não se espantem não ter a minha morada e afins.
Mais uma vez relembro que se alguém quiser contribuir para a despesa que tive com estas análises, já sabem como me contactar, de forma a dar um muito pequeno contributo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Operação "Porcahontas"

Baptizei esta operação com o nome de código de "Porcahontas" e confesso que já me ri bastante à conta deste nome, inventado meramente para dar nome a uma acção de recolha de "água" no Alvorge, para análises laboratoriais. 
O caso é bem conhecido e até agora deu muito que falar. Agora que o cenário político é outro, espero sinceramente que o proteccionismo político, evidenciado pelo anterior executivo camarário, a quem tem  poluido acabe de uma vez por todas, especialmente a bem da saúde pública. Agora que o executivo é outro, estou esperançoso que a coisa comece a ir no bom caminho, de forma a resolver este grave problema ambiental, que ameaça a saúde pública, através da contaminação dos aquíferos. A impunidade tem de acabar!
Mas vamos então à operação "Porcahontas". Basicamente fui ao local do esgoto ilegal, que drena livremente para terrenos vários e linha de água (indo ter a um sumidouro mais adiante...). Ao chegar ao local, constatei que era mesmo verdade o que as minhas fontes me tinham confidenciado. Há coisa de 3 meses, quiçá na despedida, alguém cobriu com brita a zona onde o esgoto brota, numa tentativa de tapar o sol com uma peneira (santa ignorância...). Uns 10 centímetros que me fizeram voltar a casa para trazer uma enxada. Depois procedi ao destapamento da área onde se situa a tampa de esgoto. Levantei a tampa e, antes, tive de inspirar fundo, não fosse ficar inconsciente com a podridão ali existente... Peguei nos recipientes e enchi os mesmos, tendo de lavar as mãos, com água que tinha trazido já com esse propósito numa garrafa de plástico. Depois foi simplesmente baixar a tampa e recobrir a mesma, de forma a que não ficasse ali um buraco.
Depois desloquei-me até um centro de análises laboratoriais e entreguei os recipientes. Paguei uma importância, que penso que será provisória e terá de ser alinhavada de acordo com as análises de facto efectuadas e fui informado que dali a 10 dias teria os resultados. Sei que há algumas pessoas que mostraram disponibilidade para me ajudar a custear esta despesa, portanto se assim o entenderem, basta falar comigo para acertarmos contas. 
Custou ficar calado este tempo, mas já tenho as análises na minha posse. Nos próximos dias divulgarei aqui os resultados, os quais espero que possam fazer acordar as pessoas que ainda não acordaram e que não entendem o que está em causa é mesmo a sua saúde. A ver vamos se essas pessoas consideram que o interesse privado de alguns e a poluição causada por esse mesmo interesse privado se sobrepõe à sua saúde e à saúde dos seus filhos, familiares e conhecidos...
Nos próximos dias irei publicar aqui os resultados das análises, portanto estejam atentos...







domingo, 5 de novembro de 2017

Reabilitação urbana: juntar a identidade à modernidade

Há pouco mais de um ano, abordei o caso da reabilitação de um edifício histórico em Ansião, no âmbito do tema da reabilitação urbana. Hoje volto à carga com mais um exemplo de reabilitação de um edifício na Vila de Ansião, desta vez uma reabilitação diferente, que implicou obras diferenciadas. Compreendo que em alguns casos tem de se seguir outro caminho, já que alguns dos edifícios são bastante limitados em termos de espaço, não sendo por isso prático nem racional promover obras só para inglês ver. Por isso mesmo há que inovar e integrar o melhor de dois mundos, a identidade pré existente e o prático do dia-a-dia. Neste caso, e tendo eu já visto algumas imagens do interior, num site de arquitectura, penso que se conseguiu algo interessante, que não desvirtuou o que já existia e que criou algo de prático e muito útil.





Vivemos demasiado num tempo onde as empresas de construção civil estavam apenas interessadas e preparadas para fazer de raíz, esquecendo a importante reabilitação urbana. As empresas que apostaram na reabilitação urbana, ainda antes da crise, foram as que melhor se safaram, já que abriram uma escapatória à crise e criaram uma nova frente no que concerne a esta actividade económica. As que não quiseram evoluir foram as que tiveram mais problemas, diria eu que ainda bem pois assim até se fez uma escolha no que concerne aos melhores. Havia uma grande falta de qualidade na construção e agora  as coisas estão a mudar, esperando eu que continuem a mudar para melhor, com mais e melhores empresas e com profissionais que inovem, seja no que de novo se construa, seja no que de velho se reabilite. Daqui a mais uns tempos voltarei a esta questão, pois já tenho mais para mostrar...

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O crime ambiental é algo que tem de ser denunciado!


A imagem não é a melhor, mas é a imagem possível, portanto não se admirem ter dificuldade em perceber o que ali está em cima daquele tronco de carvalho. Mas vamos então saber o que aquilo é...
Trata-se de uma bateria de um carro, aberta, que estava escondida dentro do tronco de um carvalho já cortado há algum tempo, que é agora um "bom esconderijo". Porquê? É uma arma que certos covardes utilizam para secar árvores de vizinhos. O ácido sulfúrico faz maravilhas quando se trata de secar árvores saudáveis que estorvam, nomeadamente sobreiros...
Além de representar uma atitude covarde, é algo que polui de forma gravosa, prejudicando-nos a todos!
Sei quem é que fez isto, pois curiosamente, ou não, já estava a acompanhar o indivíduo em causa, concretamente num caso onde já árvores secaram miraculosamente ao pé de um muro feito nos últimos meses pelo próprio, facto que vem mesmo a calhar ao indivíduo em causa.
A ele, a minha promessa de futuras multas ambientais e outras mais, é o mínimo que lhe posso fazer depois desta atitude desprezível e atentatória da saúde pública. E não se trata de saber se, mas sim quando...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Acudam aos muros de pedra da região de Sicó!!




Antes de mais desculpem a fraca qualidade das imagens, fruto de um problema técnico decorrente do computador a partir do qual captei as imagens que aqui apresento, através do facebook de um elemento do executivo da Junta de Freguesia do Alvorge, Ansião (Carlos Anastácio).
Logo que vi estas imagens, que ilustravam o alargamento de caminhos florestais, delimitados pelos belos e característicos muros do carso de Sicó, fiquei preocupado, já que a esmagadora maioria das vezes isso significa que os muros vão ser arrasados e não são reconstruídos segundo a tipologia tradicional, algo que é grave em termos de identidade local e em termos de degradação da paisagem cultural de Sicó. Questionei sobre o facto se os muros seriam refeitos, tendo-me sido respondido que não, já que apesar de isso até ter estado previsto, mas que o dono tinha voltado atrás da decisão de recuperar os muros.
Não condeno o proprietário, já que a sensibilização é inexistente, tal como regras que visem a preservação destes fundamentais elementos da paisagem cultural de Sicó. Condeno sim e lamento profundamente a falta de regras que salvaguardem este tipo de património construído, as quais poderiam estar devidamente transpostas em sede de Plano Director Municipal e noutros planos relacionados. Falta a sensibilização a todos os níveis. Nunca houve um real interesse em desenvolver esta questão, contudo os nossos autarcas continuam a defender a necessidade de proteger o património, pelo menos quando falam para os jornais, rádio ou televisão. São, portanto inconsequentes. Falo, claro, ao nível das Câmaras Municipais, já que as Juntas de Freguesia pouco podem fazer neste domínio, seja pela falta de técnicos, seja pelos orçamentos respectivos. 
Urge alterar o paradigma, a bem da paisagem cultural da região de Sicó. Caso não o façamos, daqui a poucos anos imagens belas como esta farão parte do passado, algo que lamento profundamente...
Peço-vos, portanto, que partilhem este humilde comentário, de forma a que a mudança comece agora e em força!