sexta-feira, 27 de abril de 2018

Como não fazer um percurso pedestre...



Volto a um tema que já não abordava há uns tempos. Durante a feira dos pinhões, e quando estava no posto de turismo de Ansião, fiz algo que costumo fazer quando estou neste tipo de infra-estrutura, ou seja, analisei os conteúdos ali presentes de uma forma crítica. Gosto de analisar o marketing territorial que se vai fazendo por estes lados.
Houve uma brochura que me chamou à atenção, mais concretamente a brochura do percurso pedestre que dá pelo nome de Rota do Bonfim. Porquê? Simples, porque há muitas incoerências e porque é isto que não se deve fazer. Não sei há quanto tempo esta brochura foi feita, mas presumo que há largos meses ou alguns anos.
Em primeiro lugar quando se elabora um percurso pedestre, este deverá seguir uma série de regras básicas, a começar pelo facto de ser suposto corresponder ao que se está a "vender". Vejo uma Rota do Bonfim, mas não vejo um percurso que corresponda ao que se anuncia. Mais parece uma má colagem de uma Rota de Bonfim com uma Rota do Rio Nabão. Não há uma única foto do Bonfim, havendo várias que correspondem à temática do Rio Nabão.
Mas vamos a mais pormenores. O mapa de localização inicial, de Ansião, é muito fraco mesmo (típico em tantos conteúdos deste género..). Já o mapa onde consta a Rota do Bonfim podia ser melhorado, a começar pela obrigatória escala gráfica, que ajuda o visitante a ter uma noção das distâncias. A base cartográfica também deveria ter sido aproveitada de outra forma, já que a cartografia do IGEOE assim o possibilita.
Sobre os textos, podiam estar melhores, bem como as traduções, do tipo google translator... E o português tem claramente de ser melhorado, pois há frases sem sentido, facto incompreensível... (ex. "A Rota do Bonfim no parque verde do Nabão, a 500 metros da nascente do rio e no local que em tempos marcou o cruzamento do IC( para a Constantina."). E sobre a alusão à observação de plantas e aves, quais são elas?! É este tipo de erros que urge corrigir e melhorar.
Na minha opinião este percurso pedestre terá de ser redefinido e melhorado, pois em termos de marketing territorial não é uma boa publicidade. Há falhas que têm obrigatoriamente de ser corrigidas, a bem da qualidade e do marketing territorial. Ansião agradece.

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