sexta-feira, 23 de março de 2018

Ó Sicó, porque não mudas?


Esta primeira imagem visa apenas mostrar a sorte que tive quando visitei a serra de Sicó, há poucos dias. O belo do arco-íris surgiu na altura certa. É o que se chama de estar no sítio certo à hora certa.
Prosseguindo, hoje venho falar-vos de Sicó. Comecei a visitar a Serra de Sicó na década de 90. Ainda me lembro da aventura que era pegar na bicicleta e ir até ao topo da serra. Naquela altura era quase que algo para "malucos". Posso-vos dizer que era bom ser "maluco"!


Desde essa altura pouco mudou na Serra de Sicó. Aquele miradouro continua a ser horrível, bem como aqueles azulejos...
Aquele mamarracho que vêm lá em cima, continua omnipresente, mesmo apesar das declarações de amor dos autarcas por esta serra e pela sua paisagem... O parque eólico foi mais um cravo na ferradura. Cada autarca quer ter o seu parque eólico, mesmo que isso afecte a paisagem e degrade ainda mais o valor das áreas ditas protegidas.
As crateras lunares continuam a crescer. Esta, na foto, irá quase que duplicar a sua área. Agora já dá para ver bem como será a sua expansão e imaginar que as coisas vão ser ainda piores...


Mas há mais. Os dois estradões que levam ao topo da serra continuam a ter problemas crónicos. O pior é mesmo o estradão situado a Este, que foi aberto na década de 90. Continuo também a ouvir a conversa da treta, quando, ciclicamente, a serra arde. "É só pedra, portanto não vale o esforço de apagar". Sim, é triste ouvir isto de certos bombeiros que não sabem o valor da serra...


Outra das coisas que piorou foi a poluição visual, causada pela densificação das antenas ali instaladas. Em vez de se pensar numa solução integradora em termos paisagísticos, mete-se mais uma antenazinha que o pessoal não se incomoda...


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