sexta-feira, 9 de março de 2018

O estradão das Serras da Portela, Casal Soeiro e Ameixieira...


É uma estrada pela qual todos os que querem ir à Serra da Portela (Pousaflores) têm de passar, pelo menos os que, de carro, querem ir ver o miradouro, tipo chapa 5, do Anjo da Guarda, o parque eólico ou o melhor, o moinho de vento, que de vez em quando expõe as suas velas ao vento. Continua a ser um local agradável de ir e curiosamente local de belas fotografias em concursos de fotografia.
Pode parecer, para alguns, estranho o facto de eu estar a abordar um tema tão pouco interessante como uma estrada, mas já vão compreender...
Seja para quem vai à Serra da Portela, à Serra do Casal Soeiro ou à Serra da Ameixieira, é inevitável passar num estradão que, a cada Inverno que passa, fica em mau estado onde o declive é mais acentuado. A solução tem sido espalhar brita de forma recorrente. Ou seja, em vez de se resolver um problema, está-se, por um lado, a adiar a resolução do mesmo e, por outro, a criar outro problema, já que o perfil vertical do estradão aumenta ano após ano. Resumindo, não se vai ao cerne da questão. Anda-se basicamente a ir buscar brita a pedreiras de calcário, degradando assim mais a paisagem, para espalhar a brita na... serra...
Alguns dirão para se alcatroar, ao que eu respondo, basta de atentados ambientais nestas serras. Já chegou bem o crime que ali fizeram em meados da década de 90, quando uma máquina obliterou o topo da serra da Portela sem justificação alguma.
Há soluções ambientalmente sustentáveis e sem impacto visual que não interferem com a identidade daquelas serras, portanto há que pugnar por uma solução pensada por quem sabe. Não se pretende uma solução à chico-esperto nem à tuga, pois disso estamos fartos!

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