quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cavalinho!!!


Ena! Uau! Eu lembro-me disto! Há quanto tempo! Estas são algumas das expressões que alguns de vós ides verbalizar num primeiro momento, quando confrontados com a foto que ilustra este comentário. Pelo menos os da minha geração em diante sabem do que estou a falar. Pelos menos alguns dos meus amigos de infância saberão onde pretendo chegar. Sei que alguns destes acompanham o azinheiragate, daí este ser um comentário mais especial do que o costume.
Quando me deparei com estes cavalinhos, já há alguns meses, voltei atrás no tempo, até à década de 80, quando uns cavalinhos destes faziam as nossas delícias na mata municipal de Ansião e noutros locais por aí fora.
Muito se fala em máquinas do tempo, mas haverá melhor do que isto?
Este comentário tem um intuito especial, o de estimular o pensamento crítico. Se há coisas que gostamos, de memórias que nos são queridas, porque continuamos a deixar partir essas memórias? Se há objectos e memórias que nos fazem felizes, porque continuamos passivos e aceitamos que outsiders e/ou tecnocratas nos roubem muito daquilo que nos fez felizes, desvirtuando a nossa terra e a nossa identidade? Progresso? Definam progresso! 
Porque aceitamos que as nossas raízes sejam arrancadas violentamente? Pensem um bocado sobre o assunto e depois, caso assim o entendam, digam de vossa justiça.
Digam lá que esta foto não é especial?!

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