sábado, 5 de outubro de 2013

Terras de Sicó, terra da falta de imaginação!


É curioso, mas poucos dias depois de ter elaborado um comentário sobre o lugar do Zambujal, surgiram duas placas que pretendem publicitar o respectivo lugar. Isto até poderia parecer interessante, não fosse o facto anedótico.
O marketing territorial é algo sobre o qual tenho investido muito nos últimos anos, daí ser um tema que muito me diz. Na região de Sicó não se faz marketing territorial, tenta-se fazer algo que nem se aproxima deste. Impera a parolice. Temos tudo para fazer bom marketing territorial, já que temos muita matéria prima para o alimentar, no entanto falta a sabedoria para o conseguir fazer da forma mais correcta e eficaz.
Em vez de se inovar e criar uma estratégia própria, copiam-se ideias e identidades de plástico e o pior disto é que copiam-se péssimas ideias no domínio do "marketing territorial". Pega-se em algo de fora e nem sequer se adapta às especificidades locais.
Como poderão observar nas imagens, consta ali algo que lembra claramente as "Terras de Sicó", nome de uma entidade altamente politizada e nome de uma, dita, Associação de Desenvolvimento Local. Refiro-me claro às "Terras do Zambujal", nome que não lembra a ninguém...
Já por mais que uma vez alguém pegou na palavra "Terras" para colar a uma outra palavra. Este ano já vi isso mesmo num trail (Terras de Ansião) e confesso que fiquei incomodado com tal falta de imaginação. Com este exemplo, das "Terras do Zambujal" a saga continua e não me parece que acabe por aqui.
Na minha opinião, esta moda é de um profundo mau gosto e evidente falta de imaginação, pois pega-se numa palavra outsider para ajudar a caracterizar algo que é verdadeiro, que tem conteúdo, história e identitário. Se me dissessem "Zambujal, terra de - elemento identitário - ... ", aí até concordava, pois podia pegar-se numa palavra relacionada com aquele local, ou seja identitária, para publicitar este território. No entanto não aconteceu isso, fez-se o oposto, foi-se buscar algo de fora para "caracterizar" o lugar. Do ponto de vista do marketing territorial isto é incorrecto, mais ainda sabendo que prejudica a imagem do lugar, mostrando assim uma falta de conhecimento do mesmo. É a típica chapa 5!
Vejam que de todos aqueles elementos identitários, que constam na parte de baixo do placard, nenhum deles foi incluído na expressão que deveria publicitar correctamente o local. Podia ter-se pegado nestes elementos e elaborar uma frase identitária, mas não, foi-se pelo caminho mais fácil e mais incorrecto, ou seja uma frase sem identidade.
Dificilmente irei (re)visitar, na região de Sicó, locais que tenham antes do nome do mesmo a palavra "Terras", pois isso mostra apenas uma coisa, falta de estratégia, de conhecimento e de seguidismo. No próximo ano terei mais tempo para dissertar sobre estas questões, para já fica apenas um cheirinho...
Um agradecimento a quem me facultou as fotos, já que da última vez que aqui passei, não tinha a minha amiga máquina fotográfica. Tive de pedir a um amigo que fizesse o respectivo registo fotográfico.


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