domingo, 18 de agosto de 2013

Fragmentação e degradação da paisagem cultural de Sicó


Ao passar por este local, tive mesmo de parar o carro, de forma a fotografar a coisa. De vez em quando gosto de ir sem rumo pela região de Sicó e, ao me deparar com factos pertinentes, registar os mesmos com a máquina fotográfica. Isto permite que tenha imagens sobre assuntos concretos, de forma a que os possa debater aqui no azinheiragate com todos vós.
Uma das questões que mais me choca na região de Sicó, no que concerne à sua paisagem, tem a ver com a sua evidente e preocupante descaracterização e fragmentação, algo que aos poucos vai retirando valor a esta paisagem. Tornar o belo em algo vulgar é preocupante numa região onde a paisagem cultural tem expressão evidente e valiosa.
A construção de muros é um dos muitos problemas que tem ameaçado e degradado a paisagem desta região, tão pomposamente publicitada pelos nossos autarcas. Fala-se que a paisagem é uma mais-valia, no entanto, e na prática, pouco se faz para mitigar boa parte dos problemas que degradam esta mesma paisagem.
Vê-se de tudo, desde meros muros foleiros, muros sem nexo, muros onde não os devia haver e muros que apenas alegram o ego de quem tem dois palmos de terra. Nos PDM´s nada se faz para evitar aquilo que retira mais-valias à paisagem.
Esta fotografia mostra isso mesmo, pois havendo possibilidade de fazer ali um muro que não choque com a paisagem, ou seja integrado na mesma, faz-se um muro que não passa de um mamarracho paisagístico. Quase ninguém se importa com isto, menos sendo os que, como eu, manifestam o seu desagrado com o facto, justificando o porquê do mesmo.
Importa ponderar bem esta questão, pois daqui a uns anos, e por este ritmo, as diferenças serão colossais, para pior. Nessa altura muitos irão pensar como foi possível tal descaracterizar a paisagem sem que se tivesse feito algo para proteger a sua integridade de paisagem cultural, mas aí será tarde demais...

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